terça-feira, 23 de junho de 2026

Venda de fogos caem e lojistas apostam em promoções

Cynthia Carla pesquisa chumbinho e chuveirinho para o filho| Foto: Léia Ventura

Diante da queda no consumo neste período junino, comerciantes de fogos de artifício têm recorrido a promoções e produtos de menor valor para tentar aquecer as vendas em Natal. Com a proximidade das festas de São João e São Pedro, o setor busca manter a tradição dos festejos, mas enfrenta um cenário mais desafiador em comparação ao ano passado.

No Alecrim, principal polo de comercialização desse tipo de produto na capital, lojistas relatam redução na procura. Segundo Alam Cândido, gerente de uma loja no bairro, as vendas estão cerca de 30% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. Para ele, fatores como a realização da Copa do Mundo e o orçamento mais apertado das famílias contribuíram para o desempenho mais fraco.

“Uma queda de 30% das vendas. Geralmente a procura começa em maio. Não está legal o movimento com relação ao ano passado. Por causa da economia em baixa, os clientes estão preferindo comprar cerveja e comida para suas reuniões”, revela.

O gerente destaca que os produtos variam de R$ 0,90 centavos a R$ 100 reais. Ele acrescenta que o comércio investe neste momento em preços mais acessíveis, mas que, mesmo assim, é esperada uma queda de lucro. “Sabemos que terá prejuízo, só não sabemos ainda o quanto”, destaca.

Dentre os itens mais procurados estão as candelas de fogos de artifício, bolas coloridas, os chuveirinhos, chumbinhos e fogos que viram brinquedos. “Nós aderimos aos produtos com melhor efeito visual. É melhor para crianças”, informa.

Numa tentativa de impulsionar as vendas, os comerciantes do Alecrim se valem de promoções, divulgação em carros de som e uma maior variedade de produtos.

Na tarde desta segunda-feira (22), a dona de casa Cynthia Carla, 32 anos, estava no Alecrim à procura de alguns produtos para o filho dela, Luan, de 8 anos. “Sempre faço pesquisas sobre os locais mais baratos e promoções. Gosto de comprar chumbinho e chuveirinho, porque sei que é seguro”, destaca.

Além das lojas tradicionais, o comércio informal também aproveita a proximidade das festas juninas para faturar. De acordo com o comerciante Pedro Henrique, no entanto, o movimento nas barracas também está fraco com relação ao ano passado. “Os clientes sempre fazem pesquisas e buscam preços mais acessíveis. Mas o movimento está bem baixo”, conta.

Ainda segundo Pedro Henrique, o diferencial das barraquinhas está nos produtos vendidos por unidade, com preços que variam entre R$ 0,50 e R$ 40, com bonecos infantis que proporcionam efeitos visuais e viram brinquedos. “A gente vende bastante para crianças, elas gostam muito de chumbinho, chuveirinho, mariposas, abelhinhas e avião. Tudo sempre pensando na segurança”, conclui.

Dicas de segurança

O Corpo de Bombeiros (CBM/RN) alerta que fogos de artifício devem ser comprados apenas em locais autorizados e utilizados em áreas abertas, longe de imóveis, veículos e redes elétricas. A corporação reforça que crianças e pessoas sob o efeito de álcool nunca devem manusear os artefatos e, em caso de falha na detonação, o material jamais deve ser reacendido.

Em caso de acidentes com queimaduras, a orientação é lavar o local imediatamente apenas com água corrente em temperatura ambiente, sem aplicar produtos caseiros como manteiga ou pasta de dente, além de cobrir a área com um pano limpo. Se houver princípio de incêndio, a recomendação é isolar a área e acionar imediatamente o socorro pelo telefone 193.

Tribuna do Norte

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