Foto: Antonio Augusto/STF
O Superior Tribunal Militar (STM) agendou para o dia 24 de junho o julgamento de recurso da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o ministro tenente-brigadeiro do ar Joseli Parente seja afastado do processo de perda de patente.
Nesse caso, os ministros do
STM avaliarão decisão da presidente do tribunal, Maria Elizabeth Rocha, que, em
março, negou pedido de suspeição de Parente nesse julgamento.
O recurso apresentado pela
defesa de Bolsonaro alega que o ministro é suspeito no caso depois de, em
entrevistas dadas em 2023, defender punição aos militares envolvidos nos atos
golpistas do 8 de Janeiro.
Em parecer, a presidente do
STM negou as alegações. "Os fundamentos empregados são demasiadamente
vazios e insuficientes para atribuir parcialidade ao Magistrado", disse
Rocha. "As declarações do Ministro não fizeram menção individualizada a
determinado sujeito, com indicação nominal de investigado ou acusado
relacionado aos fatos de 8/1/2023."
O STM analisa processo que
discute se Bolsonaro deve ser declarado indigno ou incompatível com o
oficialato, o que significa a perda de sua patente militar de capitão.
Bolsonaro foi capitão do Exército. Foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Militares condenados a penas
superiores a dois anos podem ser submetidos à avaliação de indignidade ou
incompatibilidade com o oficialato.
Segundo o Ministério Público
Militar, Bolsonaro violou oito regras éticas básicas da caserna ao organizar um
golpe contra as instituições:
Dever de probidade e de
proceder de maneira ilibada na vida pública;
Respeito à dignidade humana;
Cumprimento das leis e das
ordens das autoridades competentes;
Zelo pelo preparo moral
próprio;
Prática da camaradagem e do
espírito de cooperação;
Discrição em suas atitudes,
maneiras e linguagem escrita e falada, além da observância das normas de boa
educação;
Acatamento das autoridades
civis;
Cumprimento de seus deveres de
cidadão.
O STM é composto por 15
ministros - 10 deles são militares e 5 deles são civis.
Estadão Conteúdo

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