Evento de boas-vindas aconteceu nesta terça (2), na sede do Metrópole Digital (IMD/UFRN) - Foto: Magnus Nascimento
O Parque Tecnológico Metrópole
Digital (Metrópole Parque) alcançou o número de 50 empresas contempladas no
programa de incubação da instituição, com a chegada de nove novas startups de
segmentos variados. As iniciativas vão entrar na fase de pré-incubação, voltada
ao desenvolvimento de soluções, e a expectativa é que até o fim deste ano
possam iniciar a operação.
O evento de boas-vindas às startups aconteceu nesta terça-feira (2), na sede do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), e contou com representantes do IMD e das empresas selecionadas. A diretora-adjunta do Metrópole Parque, Iris Pimenta, explica que a seleção das startups considera o perfil de negócio, a compreensão sobre o mercado que desejam atuar e o uso da tecnologia.
“Para ser uma pré-incubada, é
preciso ter no mínimo um produto viável, ou seja, tem que ter um protótipo com
pelo menos uma funcionalidade em testes com cliente”, compartilha.
Ao todo, o período de
pré-incubação dura cerca de um ano, contemplando diferentes fases, como o
diagnóstico para avaliar a situação dos negócios e a construção de uma jornada
de desenvolvimento. Nesse processo, as startups participam de capacitações, mentorias
e assessorias nas cinco principais áreas de negócio: gestão, marketing,
financeiro, jurídico e produto.
“O grande objetivo é que, ao
entrar aqui, a startup receba todo esse apoio e cuidado para avançar para um
estágio mais evoluído, pois buscamos a formalização das empresas e,
consequentemente, que elas sejam os primeiros clientes para avançar no
mercado”, destaca.
Embora a pré-incubação tenha
estágios pré-definidos, Iris Pimenta esclarece que a jornada de desenvolvimento
é realizada de forma personalizada para contemplar as particularidades de cada
startup. “Entendemos que cada startup está em um momento único, mas esperamos
que, ao final do primeiro ano, elas consigam estar com esse negócio validado,
ou seja, tenham realizado as primeiras vendas. Caso não, é feita uma avaliação
interna para prorrogar esse período por mais seis meses”, destaca.
Uma das startups contempladas
nesta última edição é a MAXCAR, que pretende atuar na intermediação de locação
de veículos entre particulares por meio de plataforma digital. O CEO da
empresa, o potiguar Max Diniz, de 43 anos, conta que começou a pensar na proposta
a partir da experiência que ganhou atuando no ramo de locação tradicional.
De acordo com ele, a ideia é
criar uma plataforma com um modelo semelhante ao Airbnb. “O Airbnb aluga
imóveis e a minha Startup vai alugar veículos. Então se eu tenho um carro e
quero alugar esse veículo, por exemplo, poderei cadastrar na plataforma que tem
esse objetivo: dar acesso às pessoas que não podem comprar o carro e permitir
uma rentabilidade para a pessoa que tem um carro ocioso parado”, compartilha.
Quem também enxergou em um
problema real do dia a dia o caminho para um novo negócio foi Luanderson Lima,
de 34 anos, CEO da startup Senior Living. O foco da iniciativa é desenvolver
uma plataforma que conecta famílias a instituições de longa permanência para
idosos. “Já trabalho há um tempo como nutricionista e personal trainer e
percebi que existia essa demanda e a falta de um cuidado específico com o
idoso. Quando se fala em encontrar uma instituição de qualidade e segurança,
por exemplo, existe esse vácuo”, compartilha.
Além da plataforma para
conectar as instituições às famílias, o CEO explica que outra proposta da
empresa é criar uma pulseira de geolocalização com foco em análises preditivas.
“Se o paciente idoso sempre faz uma rota para Ponta Negra, por exemplo, mas um
dia decide mudar a rota, a ideia é que o GPS seja ativado e a família dele
receba uma mensagem”, explica.
Tribuna do Norte

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