quarta-feira, 3 de junho de 2026

Metrópole Parque recebe novas startups e atinge 50 empresas em programa de incubação

Evento de boas-vindas aconteceu nesta terça (2), na sede do Metrópole Digital (IMD/UFRN) - Foto: Magnus Nascimento

O Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque) alcançou o número de 50 empresas contempladas no programa de incubação da instituição, com a chegada de nove novas startups de segmentos variados. As iniciativas vão entrar na fase de pré-incubação, voltada ao desenvolvimento de soluções, e a expectativa é que até o fim deste ano possam iniciar a operação.

O evento de boas-vindas às startups aconteceu nesta terça-feira (2), na sede do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), e contou com representantes do IMD e das empresas selecionadas. A diretora-adjunta do Metrópole Parque, Iris Pimenta, explica que a seleção das startups considera o perfil de negócio, a compreensão sobre o mercado que desejam atuar e o uso da tecnologia.

“Para ser uma pré-incubada, é preciso ter no mínimo um produto viável, ou seja, tem que ter um protótipo com pelo menos uma funcionalidade em testes com cliente”, compartilha.

Ao todo, o período de pré-incubação dura cerca de um ano, contemplando diferentes fases, como o diagnóstico para avaliar a situação dos negócios e a construção de uma jornada de desenvolvimento. Nesse processo, as startups participam de capacitações, mentorias e assessorias nas cinco principais áreas de negócio: gestão, marketing, financeiro, jurídico e produto.

“O grande objetivo é que, ao entrar aqui, a startup receba todo esse apoio e cuidado para avançar para um estágio mais evoluído, pois buscamos a formalização das empresas e, consequentemente, que elas sejam os primeiros clientes para avançar no mercado”, destaca.

Embora a pré-incubação tenha estágios pré-definidos, Iris Pimenta esclarece que a jornada de desenvolvimento é realizada de forma personalizada para contemplar as particularidades de cada startup. “Entendemos que cada startup está em um momento único, mas esperamos que, ao final do primeiro ano, elas consigam estar com esse negócio validado, ou seja, tenham realizado as primeiras vendas. Caso não, é feita uma avaliação interna para prorrogar esse período por mais seis meses”, destaca.

Uma das startups contempladas nesta última edição é a MAXCAR, que pretende atuar na intermediação de locação de veículos entre particulares por meio de plataforma digital. O CEO da empresa, o potiguar Max Diniz, de 43 anos, conta que começou a pensar na proposta a partir da experiência que ganhou atuando no ramo de locação tradicional.

De acordo com ele, a ideia é criar uma plataforma com um modelo semelhante ao Airbnb. “O Airbnb aluga imóveis e a minha Startup vai alugar veículos. Então se eu tenho um carro e quero alugar esse veículo, por exemplo, poderei cadastrar na plataforma que tem esse objetivo: dar acesso às pessoas que não podem comprar o carro e permitir uma rentabilidade para a pessoa que tem um carro ocioso parado”, compartilha.

Quem também enxergou em um problema real do dia a dia o caminho para um novo negócio foi Luanderson Lima, de 34 anos, CEO da startup Senior Living. O foco da iniciativa é desenvolver uma plataforma que conecta famílias a instituições de longa permanência para idosos. “Já trabalho há um tempo como nutricionista e personal trainer e percebi que existia essa demanda e a falta de um cuidado específico com o idoso. Quando se fala em encontrar uma instituição de qualidade e segurança, por exemplo, existe esse vácuo”, compartilha.

Além da plataforma para conectar as instituições às famílias, o CEO explica que outra proposta da empresa é criar uma pulseira de geolocalização com foco em análises preditivas. “Se o paciente idoso sempre faz uma rota para Ponta Negra, por exemplo, mas um dia decide mudar a rota, a ideia é que o GPS seja ativado e a família dele receba uma mensagem”, explica.

Tribuna do Norte

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