A ANP publicou nesta terça
(12) nova versão do edital da Oferta Permanente de Concessão com 45 novos
blocos exploratórios, sendo oito terrestres no RN, na Bacia Potiguar. Ao todo,
o edital reúne 495 blocos e cinco áreas com acumulações aptas para futuros
ciclos da OPC.
A Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou a nova versão do edital
da Oferta Permanente de Concessão (OPC) nesta terça-feira (12). O edital
contempla 45 novos blocos exploratórios em relação à versão anterior – oito
deles blocos terrestres no Rio Grande do Norte, em área da Bacia Potiguar.
Somados aos demais blocos e
áreas já constantes da versão anterior, o edital conta com 495 blocos
exploratórios e cinco áreas com acumulações. As áreas estão aptas à oferta nos
próximos ciclos da OPC - modalidade de licitação para exploração e produção de
petróleo e gás.
O edital adicionou ainda 26
blocos à Bacia de Campos (mar) e 11 blocos à Bacia de Santos (mar). No total, a
Bacia Potiguar tem 41 blocos.
Todos os blocos e áreas
disponíveis no edital da OPC apresentam parecer favorável quanto à viabilidade
ambiental, além de Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia e
Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Em entrevista à Tribuna do
Norte em abril, Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros
do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), afirmou que a projeção de investimentos
no estado é de até R$ 7 bilhões.
Além disso, a exploração dos
campos pode gerar até 20 mil postos de trabalho, segundo ele. Marcos Brasil
afirmou ainda que, com investimentos em todos os blocos, o crescimento
econômico do RN deve ser impulsionado pelo setor de petróleo e gás.
A reportagem procurou a ANP,
via assessoria de comunicação, para saber a localização dos novos blocos da
Bacia Potiguar – que abrange o RN e o Ceará -, mas não obteve retorno até o
fechamento desta edição.
Para a BRAVA Energia, que
explora petróleo e gás no RN, a Bacia Potiguar é uma região estratégica. “A
ampliação de áreas ofertadas na Bacia Potiguar é uma medida importante para o
dinamismo do onshore brasileiro”, diz a companhia.
“A iniciativa tem potencial
para atrair novos investimentos e reforçar o desenvolvimento socioeconômico
regional, contribuindo para a geração de empregos e renda nas comunidades
locais”, acrescenta.
A reportagem também buscou o
posicionamento da PetroRecôncavo, que também explora petróleo e gás no RN, mas
a empresa não comentou.
Oferta Permanente
Com a publicação do certame,
os novos blocos já podem receber declarações de interesse das empresas
participantes, abrindo caminho para o 6º Ciclo da OPC.
A Oferta Permanente é hoje a
principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás
no Brasil.
O modelo permite que empresas
apresentem ofertas a qualquer momento, sem depender de rodadas tradicionais,
aumentando a competitividade e a atratividade do setor.
Até o momento, a ANP já
realizou cinco ciclos da OPC (2019, 2020, 2022, 2023 e 2025) e três ciclos da
Oferta Permanente de Partilha da Produção (2022, 2023 e 2025).
Tribuna do Norte

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