Foto: Reprodução
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que os estudos geológicos e o mapeamento da plataforma continental indicam que o potencial da Margem Equatorial é muito semelhante ao do pré-sal. No entanto, destacou que a confirmação das reservas só ocorrerá após a perfuração exploratória.
"Só é possível comprovar
uma reserva quando a broca bate no óleo", afirmou Mercadante, em
entrevista ao Canal Livre, da Band. "Faz todo sentido prospectar,
descobrir se temos, quanto temos e depois ver qual é o melhor mecanismo de
produção", acrescentou.
Ao ser questionado sobre os
prazos, Mercadante ressaltou que ainda não há previsão para início das
operações, já que as perfurações seguem em andamento e envolvem custos
elevados. "Cada furo desse são alguns milhões de dólares, então é um
processo complexo", disse.
Na avaliação do presidente do
BNDES, a resistência à exploração da Margem Equatorial perdeu força após a
autorização das pesquisas pelo governo federal, enquanto os trabalhos avançam
sem registros de incidentes. "Resistência política pode até haver, mas
acho que esse debate foi superado", afirmou.
Mercadante comparou o debate
atual às discussões em torno do pré-sal, quando, segundo ele, havia um lobby
internacional contrário ao avanço da exploração sob o argumento de possíveis
impactos ambientais sobre o turismo no Rio de Janeiro. Segundo o executivo, os
receios não se confirmaram.
O presidente do BNDES destacou
ainda que o banco financia, em parceria com a Marinha, um programa de
planejamento espacial marinho voltado ao mapeamento da plataforma continental
brasileira. Segundo ele, estudos técnicos e levantamentos realizados na região
não identificaram os riscos apontados anteriormente por críticos do projeto,
incluindo possíveis impactos sobre áreas de corais.
"Temos que combater o
negacionismo em todas as áreas, e é com argumento científico que você consegue
rebater", disse, acrescentando que a tecnologia atual de exploração possui
mecanismos de prevenção e contenção. "Nunca houve um acidente da Petrobras
com prospecção de petróleo", afirmou.
Mercadante citou também
descobertas de gás natural em áreas próximas da Margem Equatorial, como Sergipe
e Rio Grande do Norte, além da produção em países vizinhos, incluindo Guiana e
Colômbia. "Então, a chance de ter na Margem Equatorial é muito grande",
finalizou.
Estadão Conteúdo

Nenhum comentário:
Postar um comentário