Em 2025, a indústria representou 31,7% de todas as novas vagas geradas no RN. De um total de 15.870 postos formais no Estado, o setor respondeu por 5.036 | Foto: Alex Régis
A produção industrial de três
dos quatro setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) no Rio Grande do Norte voltou a crescer em março, após um
mês de fevereiro marcado por resultados negativos. O destaque foi a confecção
de artigos do vestuário e acessórios, que registrou alta de 101,2% na
comparação com março do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal
Produção Física Regional (PIM-PF Regional), divulgada nesta quarta-feira (13).
Além do setor de vestuário,
também tiveram desempenho positivo as indústrias extrativistas, com crescimento
de 12,6%, e a fabricação de produtos alimentícios, com alta de 3%. Segundo o
IBGE, a produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e peças semelhantes
de uso masculino, além de camisas e blusas femininas, puxou o crescimento no
setor de vestuário.
De acordo com Bernardo
Almeida, analista da pesquisa, "a produção de calças, bermudas,
jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino e camisas e blusas de uso
feminino puxou o crescimento no setor de vestuário, assim como a produção de
gás natural liderou a expansão no setor extrativo local. Quanto ao setor de
alimentos, a produção de balas e outros confeitos sem cacau e de sal refinado e
iodado influenciaram o comportamento positivo do setor."
Apesar do avanço em três
atividades, a indústria geral do Rio Grande do Norte registrou queda de 5,1% em
março. O resultado foi influenciado pelo desempenho negativo da fabricação de
coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, único setor pesquisado
que permaneceu em baixa, com recuo de 21,1% na comparação com março de 2025.
No acumulado do primeiro
trimestre de 2026, o cenário ainda é de retração na maior parte das atividades
industriais do estado. As indústrias extrativistas acumulam queda de 9,5%,
enquanto a fabricação de produtos alimentícios recua 7,3%. Já o setor de coque,
derivados do petróleo e biocombustíveis registra baixa de 30,6% no período.
A única atividade com
crescimento acumulado no ano é a confecção de artigos do vestuário e
acessórios, com alta de 36,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo
assim, a indústria geral potiguar acumula queda de 19,2% no primeiro trimestre,
o recuo mais intenso entre as unidades da federação pesquisadas pelo IBGE.
Segundo o instituto, o
resultado negativo acumulado no Rio Grande do Norte foi pressionado
principalmente pelo desempenho da atividade de coque, produtos derivados do
petróleo e biocombustíveis, especialmente óleo diesel.
A PIM-PF Regional acompanha
mensalmente o comportamento da produção física das indústrias extrativas e de
transformação em 17 unidades da federação e na Região Nordeste. A próxima
divulgação da pesquisa, referente a abril, está prevista para o dia 10 de junho.
Tribuna do Norte

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