Foto: Instagram/bilupatu
Um vídeo que circula nas redes
sociais chamou atenção ao mostrar uma formação incomum no céu do município de
Patu, na região Oeste do Rio Grande do Norte, no domingo (5). O fenômeno,
popularmente conhecido como “nuvem rolo”, é conhecido na meteorologia como
nuvem arco ou nuvem prateleira, associada à formação de tempestades.
As imagens das nuvens “escalando” a serra na cidade despertaram a curiosidade dos moradores. Apesar do impacto visual, o fenômeno não é considerado raro, mas depende de condições específicas para ocorrer, como umidade elevada e influência do relevo. De acordo com a meteorologista Aléxia Valentim, esse tipo de nuvem é considerado acessório de sistemas mais intensos, como cumulonimbus, e costuma surgir como um indicativo de mudanças bruscas no tempo.
Segundo ela, a formação está
ligada à entrada de ar frio gerado pela chuva dentro da nuvem de tempestade,
criando o que se chama de frente de rajada. Esse processo favorece ventos mais
fortes, queda de temperatura e a aparência característica de uma “plataforma”
no céu.
“Ela é chamada nuvem arco ou
mais popularmente conhecida como nuvem prateleira ou pelos meteorologistas como
‘Boca de Baleia’, são supercélulas ou multicélulas. A nuvem arco às vezes dura
apenas um curto período de tempo. Você pode esperar altas velocidades de vento,
ar frio e queda de temperatura”, detalha Valentim.
O meteorologista Gilmar
Bristot complementa que, no caso específico de Patu, o relevo teve papel
fundamental. A umidade deixada pela chuva ao longo da tarde evaporou e foi
forçada a subir pela encosta da serra. Ao encontrar camadas mais frias da
atmosfera, o vapor se condensou novamente, formando a nuvem.
“Essa umidade na forma de
vapor voltou a ser na forma líquida, com gotículas d’água formando a nuvem.
Acima da serra, possivelmente tinha um vento de sudeste, que fez com que essa
nuvem se projetasse para frente, formando tipo um rolo”, descreve.

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