sexta-feira, 3 de abril de 2026

Consumidores buscam alternativas a ovos de páscoa nos supermercados

Assurn ressalta que tanto as compras quanto a oferta de ovos de chocolate por parte das indústrias foram reduzidas | Foto: Adriano Abreu

Na reta final para a Páscoa, um dos períodos mais importantes para o comércio de chocolates, o cenário chama atenção com preços mais altos e um consumidor mais cauteloso. Nos últimos dias, quem foi às compras já sentiu o impacto do aumento nos preços dos chocolates e de seus insumos. Na Grande Natal, os consumidores têm buscado alternativas mais rentáveis, apesar das expectativas de crescimento nas vendas do segmento até o Domingo de Páscoa, com opções que variam de R$ 6 a R$ 90.

Para a gerente do Nordestão Lagoa Nova, Cláudia Confessor, 47, houve uma mudança bastante expressiva nos hábitos dos consumidores. “Ao invés de dar preferência aos ovos de Páscoa, ou levar apenas ovos de chocolate, o consumidor também prefere levar caixas de bombons. Mas o movimento não diminuiu. Esse período sazonal é um momento em família, para confraternizar, principalmente para quem é religioso. Então, o almoço da Sexta-feira Santa faz com que o consumidor adquira os produtos, mesmo diante do aumento dos itens sazonais”, destaca.

Segundo a gerente, durante o período pascal, as marcas tradicionais ainda se mantêm como as preferidas dos clientes. As caixas de bombons concentram cerca de 70% das vendas, enquanto os ovos de Páscoa seguem entre os itens mais requisitados. Cláudia ressalta que produtos de fabricação própria, com sabores variados e custo de R$ 40, têm sido uma alternativa frequente para os clientes, dentro da estratégia de vendas da empresa.

A enfermeira Paula Medeiros, 37, era uma das clientes que se preparavam para as compras do período e afirmou ter notado aumento significativo em relação ao ano passado, inclusive nos ovos artesanais.

“Dei só um ovo de Páscoa para minha filha, por ser criança, desses que vêm com brinquedo, mas optei por um ovo artesanal, com mais opções para ela montar. É bem mais barato e interativo. Ela mesma monta o ovo, acho interessante. Como os preços estão bem altos, optamos por barras, porque é mais viável e conseguimos presentear a mãe, a avó e os sobrinhos. A barrinha de chocolate não pesa no bolso”, pontua.

Buscando opções com melhor custo-benefício, a professora Francisca Macedo, 64, diz que está levando ovos de chocolate e caixas de bombons por “ousadia”, diante dos preços altos. Em suas compras, ela optou por produtos de marcas tradicionais e algumas caixas para complementar.

“O preço aumentou bastante e tudo está caro. A gente leva para agradar um sobrinho, uma vizinha que tem um bebê e não tem condições de comprar. Está bem caro, mas doce é a alegria de todo mundo nessa época”, afirma.

Para Daniel Olinto, 28, supervisor da loja Docelândia, no Midway Mall, os consumidores têm se preparado com antecedência. “Alguns já sabem o que querem e pesquisam bastante os preços. Os vendedores precisam ter jogo de cintura e estratégias com valores promocionais”, afirma.

Alta nos preços afeta a procura por ovos

Conforme Gilvan Mikelyson Góis, presidente da Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn), o balanço das vendas de Páscoa começa nesta Sexta-feira Santa (3) e segue até o Domingo de Páscoa (5). No entanto, ele destaca que tanto as compras quanto a oferta de ovos por parte das indústrias foram reduzidas.

“Essa elevação dos preços vem trazendo uma migração para caixas de bombons e tabletes de chocolate. Os preços elevados diminuem bastante as compras. O chocolate aumentou muito, principalmente os ovos de Páscoa, que têm apelos como brinquedos, personagens e direitos de imagem a serem pagos. Isso encarece o produto e reduz o consumo”, afirma.

 

Tribuna do Norte

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