Petrobras/Divulgação
O Ibama aplicou um auto de
infração na Petrobras com multa de R$ 2,5 milhões pelo vazamento em perfuração no mar na Bacia da Foz do Amazonas ocorrido
no último 4 de janeiro. O derramamento do fluido ocorreu a 175 quilômetros do
Amapá, na Margem Equatorial brasileira.
“A autuação decorre da
descarga de 18,44 m³ de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa (mistura
oleosa) no mar, oriunda da instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42), que
operava na Bacia da Foz do Amazonas”, informou o Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Mistura de produtos
Em nota à imprensa, o órgão
ambiental acrescentou que o fluido vazado acidentalmente pela Petrobras é uma
mistura de produtos usada nas atividades de exploração e produção de petróleo e
gás.
O Ibama alega que o material
“representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema
aquático”, conforme classificação do órgão definida na Instrução Normativa nº
14, de 28 de julho de 2025.
A Petrobras confirmou que
recebeu a notificação do Ibama e que vai tomar “as providências cabíveis”.
Diferentemente do Ibama, a petroleira sustenta que o material não traz danos ao
meio ambiente.
“Reiteramos que o fluido é
biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a
Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão
ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, informou a Petrobras.
A partir da ciência do auto de
infração, a Petrobras tem o prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa
ou apresentar defesa administrativa.
Vazamento
Ocorrido no início do ano, o
vazamento na região da Bacia do Amazonas teve origem na instalação denominada
Navio Sonda 42 (NS-42).
De acordo com a Petrobras, o
que ocorreu foi perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que
conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho.
Na última quarta-feira (4), a
Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) impôs novas condições para a Petrobras retomar a perfuração do
poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, que está paralisado desde o
dia 6 de janeiro, dois dias após o vazamento.
A ANP exige, entre outras
medidas, a substituição de todos os selos das juntas do riser de perfuração -
um tubo de grande diâmetro que conecta o poço de petróleo no fundo do mar à
sonda.
Além disso, a Petrobras deve
apresentar evidências da troca dos selos em até cinco dias após a instalação da
última junta, incluindo uma análise da adequação da instalação.
Agência Brasil

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