Foto: Adriano Abreu
A taxa anual de desocupação no
Rio Grande do Norte foi de 8,1% em 2025, a menor já registrada desde o início
da série histórica em 2012, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20). O resultado representa uma queda de
0,6 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice foi de 8,7%.
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi estimada em 6,7%, redução de 2,0 pontos percentuais na comparação com o mesmo período do ano anterior e de 0,8 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre de 2025. O recuo do último trimestre corresponde a cerca de 31 mil pessoas a menos desocupadas em relação ao quarto trimestre de 2024.
O número de pessoas ocupadas
no estado chegou a aproximadamente 1,412 milhão no último trimestre do ano,
enquanto o número de desocupados foi estimado em 101 mil. No mesmo período, o
nível de ocupação atingiu 49,5% e a taxa de participação na força de trabalho
alcançou 53,1%. Também houve redução da população fora da força de trabalho,
que passou de 1,365 milhão para 1,337 milhão de pessoas entre o terceiro e o
quarto trimestre de 2025.
O rendimento médio mensal real
habitual dos trabalhadores permaneceu estável, em R$ 2.838, com variação pouco
significativa em relação ao trimestre anterior, quando foi registrado em R$
2.830. Já a taxa anual de informalidade ficou em 39% em 2025, o menor patamar
em dez anos e a primeira vez abaixo de 40% no período analisado. Apesar disso,
o índice ainda permaneceu acima da média nacional (38,1%), embora abaixo da
média do Nordeste.
Apesar do registro anual, no
quarto trimestre, a informalidade foi estimada em 42,1%, considerada estável
frente ao trimestre anterior, com cerca de 594 mil pessoas ocupadas em
trabalhos informais. Em âmbito nacional, mais de 38 milhões de trabalhadores estavam
nessa condição no mesmo período: a média nacional de informalidade em 2025 foi
registrada em 37,6%.
O levantamento também apontou
aumento no número de pessoas desalentadas — aquelas que gostariam de trabalhar,
mas desistiram de procurar emprego — que somaram 73 mil no trimestre encerrado
em dezembro de 2025 no RN, alta em relação ao trimestre anterior. Segundo a
pesquisa, os desalentados representaram 5,4% da população fora da força de
trabalho no estado.
De acordo com a divulgação da
pesquisa, a redução da desocupação está associada ao dinamismo do mercado de
trabalho e ao aumento do rendimento real. Ainda assim, o relatório destaca a
permanência de desafios estruturais, como a elevada informalidade e a subutilização
da força de trabalho, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

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