quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Construção civil do RN inicia 2026 com alta de 1,74%, a maior desde 2021

Alta de 1,74% no RN foi maior que a média nacional, de 1,54%| Foto: Adriano Abreu

O custo médio de construção do metro quadrado (m²) teve alta de 1,74% em janeiro de 2026 no Rio Grande do Norte, 1,61 ponto percentual maior que o patamar registrado em dezembro de 2025 (0,13%). Esse representa o maior resultado para um mês de janeiro no RN desde 2021, quando o indicador registrou elevação de 2,64%. Em janeiro do ano passado, o aumento no índice havia sido de 0,63%. Os dados são do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) e foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento apontou que em janeiro o custo médio de construção do metro quadrado ficou em R$ 1.779,98 no RN. A alta de 1,74% em relação a dezembro de 2025, quando o valor registrado era R$ 1.749,52, é maior que a média nacional, calculada em 1,54% para o mês de janeiro.

O aumento do custo de construção do metro quadrado entre o final do ano passado e o início de 2026 no RN foi de R$ 30,46. Em todo o ano de 2025, o custo teve aumento de R$ 53,96. Em 12 meses, a variação foi 4,99% no RN.

Para o IBGE, a alta no setor da construção foi puxada pelo aumento no custo com a mão de obra, que ficou no valor médio de R$ 718,66 em janeiro, ante R$ 696,73 em dezembro, um aumento de R$ 21,93. Já o componente material ficou em R$ 1.061,32.

O vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN (Corecon/RN), Arthur Néo, aponta que os aumentos nos valores do metro quadrado e da mão de obra devem chegar ao consumidor final. “O custo adicional (do salário) será repassado para o valor final da mercadoria (imóvel). Esse efeito cascata reverbera em toda a cadeia de insumo e o consumidor pagará mais caro”, explica.

Arthur Néo acrescenta que o impacto financeiro não será de imediato: “A princípio, não vejo impacto a curto prazo em novos empreendimentos, pois com a diminuição da Taxa Selic, esperada para o próximo mês, o crédito ficará menos caro”, acrescenta.

Ele também esclarece que a variação de 4,99% no custo de construção do metro quadrado em 12 meses, por si só, não é preocupante. “O que precisa ser acompanhado é se esses aumentos vão continuar por muitos meses seguidos. Se houver crescimento contínuo dos custos sem aumento da renda ou do crédito, aí sim o setor pode sentir mais dificuldade”, finaliza.

Contexto nacional

No Brasil, o Índice Nacional da Construção Civil avançou 1,54% em janeiro, atingindo o maior patamar desde junho de 2022. O custo médio do metro quadrado no país subiu para R$ 1.920,74. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação da construção chegou a 6,71%.
Entre as regiões brasileiras, o Nordeste apresentou a maior variação regional em janeiro (1,85%). Entre os estados, o Piauí registrou o maior índice (4,12%), seguido pela Bahia (2,21%), Sergipe (2,00%) e o RN.

As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 1,67% (Centro-Oeste), 1,39% (Sudeste), 1,35% (Sul) e 1,33% (Norte).

Sinapi

Realizado em parceria entre o IBGE e a Caixa Econômica Federal, o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) levanta e analisa dados sobre o setor, detalhando as séries mensais de custos, índices habitacionais e salários médios da mão de obra. O sistema também monitora os preços de materiais, equipamentos e serviços voltados aos setores de habitação, infraestrutura e saneamento básico.

Tribuna do Norte

Nenhum comentário:

Postar um comentário