O governador de São Paulo,
Tarcísio de Freitas (Republicanos), retornará a Brasília nesta segunda-feira
(15) para fazer novas articulações políticas pela votação do projeto de anistia
ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Bolsonaro foi condenado pela
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão
em regime inicialmente fechado. Ele foi considerado culpado pelos crimes de
organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de
Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Os outros sete
réus também foram condenados. A condenação transformou a pauta da anistia em
teste decisivo Tarcísio.
“Bolsonaro e os demais estão
sendo vítimas de uma sentença injusta e com penas desproporcionais”, disse o
governador, cotado para substituir Bolsonaro nas urnas na eleição do ano que
vem, após a condenação.
Para o cientista político e
professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Eduardo Grin, Tarcísio enfrenta um
dilema: se não conseguir aprová-la, será visto pelo bolsonarismo como fraco; se
insistir, arrisca romper com setores democráticos que demonstram simpatia por
ele e com o próprio Centrão.
O Centrão pretende aumentar a
pressão no Congresso para aprovar uma versão intermediária do projeto de
anistia, em gesto a Bolsonaro. Em contrapartida, o grupo de partidos espera que
o ex-presidente escolha até o fim do ano o nome de Tarcísio como seu substituto
nas urnas no ano que vem.
Uma anistia ampla, para
executores e planejadores do golpe, enfrenta resistência no Supremo Tribunal
Federal e no próprio Congresso.
Estadão Conteúdo

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