Foram 311 votos
favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções.
O resultado foi bastante
comemorado por deputados a favor do projeto. Antes do encerramento
da votação, parlamentares contrários à proposta gritaram palavras como
"sem anistia".
A decisão de pautar a votação foi tomada pelo presidente da
Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com líderes partidários
ocorrida mais cedo.
Há dois anos e meio, golpistas
apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depredaram as sedes dos Três Poderes
por não aceitarem a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento de
urgência acelera a tramitação da matéria, dispensando e reduzindo formalidades
regimentais e prazos. Com isso, o texto poderá ser votado diretamente em
plenário em qualquer momento sem precisar passar pelas comissões.
Após anunciar o resultado,
Motta afirmou que o país precisa ser pacificado.
"O Brasil precisa de
pacificação. Não se trata de apagar o passado, mas de permitir que o presente
seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito. Há
temas urgentes a frente e o país precisa andar", disse.
Motta informou que
designará um relator para o projeto nesta quinta-feira (18), para que ele
articule um texto substitutivo "que encontre o apoio da maioria ampla da
Casa".
Anistia
De autoria do deputado Marcelo
Crivella (Republicanos-RJ), o projeto concede anistia "aos
participantes das manifestações reivindicatórias de motivação política
ocorridas entre o dia 30 de outubro de 2022 e a data de entrada em vigor da
lei".
Aliados de Bolsonaro defendem
que a anistia alcance também o ex-presidente, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 27 anos
de prisão, em julgamento concluído na semana passada.
Agência Brasil

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