O estado potiguar obteve a
melhor posição da região em três das seis variáveis analisadas pelo Instituto.
A variação de junho deste ano frente a junho passado foi de 11,6% para o índice
de receita de serviços, e de 6,4% para o índice de volume de serviços, ficando
à frente do Maranhão (9,2% – receita; 4,9% – volume), e da Paraíba (7,7% –
receita; 3,7% – volume).
O RN também teve o melhor desempenho na variação acumulada no ano em relação ao
mesmo período do ano anterior, com índice de 11,9% na receita nominal de
serviços e 6,4% no volume de serviços.
Na variação acumulada em 12 meses, em relação ao período anterior de 12 meses,
o setor de serviços potiguar ficou com o segundo melhor desempenho da região,
com índice de receita nominal de serviços de 13,5% e índice de volume de
serviços de 8,5%, atrás apenas de Sergipe, que obteve variação de 13,9% e 8,5%
em ambos os indicadores, respectivamente.
Turismo potiguar recua em
junho
Em comparação com o mês de maio, o setor de turismo do Rio Grande do Norte
recuou 0,8% em volume das atividades e 0,5% em receita nominal no mês de junho
de 2025.
A nível nacional, o índice de atividades turísticas recuou 0,9% frente ao mês
imediatamente anterior, segundo resultado negativo seguido, período em que
acumulou uma perda de 1,3%. Com esse desempenho, o setor de turismo brasileiro
se encontra 11,6% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 1,8% abaixo do ápice
da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.
Regionalmente, 11 dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de
queda verificado na atividade turística nacional (-0,9%). A influência negativa
mais relevante ficou com Minas Gerais (-4,2%), seguido por Rio de Janeiro
(-1,5%), Santa Catarina (-3,6%) e Paraná (-2,1%). Em sentido oposto, São Paulo
(0,6%) e Distrito Federal (3,4%) lideraram os ganhos do turismo neste mês.
Em comparação com junho passado, o volume de atividades turísticas do RN teve
variação positiva de 2,9%, e de 6,3% na variação acumulada do ano (em relação
ao mesmo período do ano anterior. Já na variação acumulada dos últimos 12
meses, as atividades turísticas no território potiguar cresceram 7,5%.
Patamar recorde no Brasil
O setor de serviços, o que mais emprega na economia e concentra atividades como
transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza e tecnologia da informação,
cresceu 0,3% na passagem de maio para junho no país. O desempenho é o quinto
mês seguido de expansão e faz o setor atingir o maior patamar da série
histórica, iniciada em janeiro de 2011.
O recorde anterior era de outubro de 2024 e maio deste ano. Os cinco meses consecutivos de alta deram ao setor um salto de 2%.
Com o resultado de junho, o setor fecha o primeiro semestre com alta de 2,5%.
No acumulado de 12 meses, a expansão chega a 3%. Na comparação com junho de
2024, o mês de 2025 subiu 2,8%.
Apesar do número recorde, entre as cinco grandes atividades pesquisadas pelo
IBGE, apenas os serviços de transportes apresentaram resultado positivo na
passagem de maio para junho, com alta de 1,5%. As demais atividades registraram
queda no período: os serviços prestados às famílias recuaram 1,4%, os serviços
de informação e comunicação caíram 0,2%, os serviços profissionais,
administrativos e complementares tiveram leve retração de 0,1%, e o grupo
outros serviços registrou queda de 1,3%.
O analista do IBGE, Rodrigo Lobo, detalha que das cinco atividades, a de transportes é a que tem maior peso (36,4%) na pesquisa, o que explica o fato de apenas um grande setor positivo conseguir fazer com que todo o setor de serviços tenha tido crescimento em junho.
Dentro dos transportes, os destaques foram o aéreo de passageiros e o de
cargas, notadamente o rodoviário. “É o principal modal pelo qual se deslocam as
mercadorias, como a safra, mas também bens industriais. É uma atividade
intimamente correlacionada com maior dinamismo da economia”, analisa.
Tribuna do Norte

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