No mesmo despacho, Motta enviou representações contra outros 10 deputados por
quebra de decoro parlamentar: André Janones (Avante-MG); Gustavo Gayer (PL-GO);
Lindbergh Farias (PT-RJ); Gilvan da Federal (PL-ES); delegado Éder Mauro
(PL-PA); Guilherme Boulos (PSOL-SP); José Medeiros (PL-MT); Sargento Fahur
(PSD-PR); Kim Kataguiri (União-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG).
Eduardo Bolsonaro
Filho do ex-presidente Jair
Bolsonaro, Eduardo é investigado por obstrução à Justiça e coação
no curso de processo judicial no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). O
parlamentar se licenciou do cargo e foi para os Estados Unidos, de onde passou
a defender sanções contra a economia brasileira e autoridades do país.
O filho do ex-presidente é
denunciado por atentar contra a soberania do país ao articular “sanções ao
Brasil”, em três representações do PT e uma do PSOL.
“O representado, em total
dissintonia com a realidade, atentando contra os interesses nacionais,
patrocina, em Estado estrangeiro, retaliações contra o seu próprio país e
também contra um dos integrantes do Supremo Tribunal Federal”, diz a representação do PT.
O PT sustenta que as ações do
parlamentar são articuladas para “coagir, intimidar ou retaliar membros do
Poder Judiciário brasileiro, em especial o relator da ação penal contra Jair
Bolsonaro e do inquérito da tentativa de golpe de Estado em curso no STF”.
Eduardo Bolsonaro, no entanto,
alega que é “perseguido político”. Ele afirma que a taxação comercial
imposta pelos Estados Unidos contra a economia do Brasil só será revista com
“anistia geral e irrestrita” a todos os condenados pela tentativa de golpe de
Estado para anular as eleições presidenciais de 2022.
Motim
A pauta da anistia foi uma das
reivindicações da oposição durante o motim de parlamentares na primeira semana
de agosto, quando deputados impediram os trabalhos legislativos.
Em entrevista à GloboNews nesta
quinta-feira (14), o presidente da Câmara, Hugo Motta, informou que não irá
ceder à chantagem de pautar o projeto enquanto não houver maioria do colégio de
líderes para votar o tema.
Segundo Motta, não é razoável
anistiar pessoas que planejaram matar pessoas.
“Não há ambiente na Casa para
uma anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmou.
O pai de Eduardo Bolsonaro, o
ex-presidente Jair Bolsonaro, é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de liderar
uma tentativa de golpe de Estado ao pressionar comandantes militares
para anular a eleição presidencial de 2022.
Nas investigações, a Polícia
Federal (PF) encontrou planos para matar e prender autoridades do país. Os
acusados negam e o STF marcou o julgamento contra o ex-presidente para o dia 2 de
setembro.

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