'As Forças Armadas
venezuelanas rejeitam categórica e energicamente as novas sanções impostas pela
infame irmandade imperial', escreveu o general Domingo Hernández Larez, chefe
do Comando Operacional Estratégico das Forças Armadas Nacionais da Venezuela,
em comunicado divulgado nas redes sociais. Ele classificou as sanções como uma
'ação desesperada, fora do Estado de Direito internacional'.
O comunicado foi publicado
após o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, aumentar a
recompensa para 25 milhões de dólares por informações que levem à prisão ou
condenação de Maduro por acusações de tráfico de drogas. A recompensa anterior
era de 15 milhões de dólares.
Também foi emitida uma
recompensa de 25 milhões de dólares para o ministro do Interior, Diosdado
Cabello, e outra de 15 milhões de dólares para o ministro da Defesa, Vladimir
Padrino, bem como novas sanções contra outros oito funcionários, incluindo o chefe
da companhia petrolífera estatal PDVSA, Hector Obregon.
Os EUA indiciaram Maduro e
outros por acusações de narcotráfico e corrupção, entre outras, em 2020. Maduro
rejeitou as acusações. Na declaração de Hernandez, ele disse que o governo
venezuelano realizou um 'ataque frontal contra o flagelo do tráfico de drogas'.
A medida dos Estados Unidos
coincidiu com as sanções do Reino Unido e da União Europeia, cada uma visando
15 funcionários, incluindo membros do Conselho Nacional Eleitoral e das forças
de segurança, e sanções canadenses focadas em 14 funcionários atuais e antigos.
Maduro, presidente desde 2013,
foi declarado vencedor das eleições de julho pela autoridade eleitoral e pelo
tribunal superior da Venezuela, embora os números detalhados que confirmam a
sua vitória nunca tenham sido publicados.
A oposição da Venezuela afirma
que as contagens nas urnas mostram uma vitória esmagadora de Edmundo Gonzalez,
o candidato de oposição.
Os quase 12 anos de mandato de
Maduro foram marcados por uma profunda crise econômica e social e por um êxodo
de milhões de venezuelanos que fugiram do país. O governo sempre rejeitou todas
as sanções dizendo que são medidas ilegítimas que equivalem a uma 'guerra
econômica' destinada a paralisar a Venezuela.
(Reportagem de Laura Gottesdiener, no México)

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