segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Lula tenta esclarecer fatos sobre cirurgia de emergência

O presidente Luís Inácio Lula da Silva, em entrevista ao programa Fantástico da Rede Globo, deste último domingo, dia 15, falou sobre os motivos que o levaram a mais uma cirurgia, desta feita de emergência, ocorrida no último dia 10 do corrente mês.

Vale salientar que os esclarecimentos, muito provavelmente, respondam a uma série de boatos, questionamentos e até desconfiança de parte da população brasileira quanto a urgência do procedimento e por ter ocorrido exatamente às vésperas de votações de interesses do Governo.

Não custa lembrar dos modus-operandi adotados pelo Congresso em vésperas de votações de interesses do Governo: troca de votos por liberações de emendas, hábito que já perdura faz tempo, mas que têm sido um argumento poderoso dos deputados e senadores.

De acordo com a equipe médica que realizou o procedimento, a cirurgia foi necessária ainda em decorrência da queda sofrida pelo presidente Lula, no banheiro da residência oficial do Palácio da Alvorada, em Brasília.

"Eu estava sozinho, caí de costas e bati a cabeça na hidromassagem. Sangrava muito", relatou. Após o acidente, ele foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde passou por diversas tomografias e ressonâncias magnéticas.

Os médicos identificaram um acúmulo de sangue entre o osso e uma das membranas que formam as meninges, chamado de hematoma subdural.

Durante a cirurgia, o sangue foi removido e um dreno foi colocado para evitar novos acúmulos. "Eu tenho que esperar cicatrizar o furo que eles fizeram para tirar o líquido", explicou Lula.

Apesar da gravidade do quadro, o presidente demonstrou otimismo e confiança na recuperação.

"Os médicos me dão tranquilidade, se eu me cuidar, vou sair dessa", afirmou. Ele destacou a importância de seguir as recomendações médicas, evitando exercícios físicos e movimentos bruscos.

Lula também mencionou que, embora esteja se sentindo bem, precisa permanecer em repouso até a próxima tomografia, marcada para quinta-feira.

"Vou ficar em casa, me cuidando. Tenho muita responsabilidade e disciplina", disse.

Para boa tarte da sociedade brasileira e internacional trata-se muito mais de uma fuga estratégica de que realmente uma necessidade emergencial. 

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