Vale salientar que os esclarecimentos, muito provavelmente, respondam a uma série de boatos, questionamentos e até desconfiança de parte da população brasileira quanto a urgência do procedimento e por ter ocorrido exatamente às vésperas de votações de interesses do Governo.
Não custa lembrar dos modus-operandi adotados pelo Congresso em vésperas de votações de interesses do Governo: troca de votos por liberações de emendas, hábito que já perdura faz tempo, mas que têm sido um argumento poderoso dos deputados e senadores.
De acordo com a equipe médica que realizou o procedimento, a cirurgia foi necessária ainda em decorrência da queda sofrida pelo presidente Lula, no banheiro da residência oficial do Palácio da Alvorada, em Brasília.
"Eu
estava sozinho, caí de costas e bati a cabeça na hidromassagem. Sangrava
muito", relatou. Após o acidente, ele foi levado ao Hospital
Sírio-Libanês, onde passou por diversas tomografias e ressonâncias magnéticas.
Os
médicos identificaram um acúmulo de sangue entre o osso e uma das membranas que
formam as meninges, chamado de hematoma subdural.
Durante
a cirurgia, o sangue foi removido e um dreno foi colocado para evitar novos
acúmulos. "Eu tenho que esperar cicatrizar o furo que eles fizeram para
tirar o líquido", explicou Lula.
Apesar
da gravidade do quadro, o presidente demonstrou otimismo e confiança na
recuperação.
"Os
médicos me dão tranquilidade, se eu me cuidar, vou sair dessa", afirmou.
Ele destacou a importância de seguir as recomendações médicas, evitando
exercícios físicos e movimentos bruscos.
Lula
também mencionou que, embora esteja se sentindo bem, precisa permanecer em
repouso até a próxima tomografia, marcada para quinta-feira.
"Vou
ficar em casa, me cuidando. Tenho muita responsabilidade e disciplina",
disse.
Para boa tarte da sociedade brasileira e internacional trata-se muito mais de uma fuga estratégica de que realmente uma necessidade emergencial.

Nenhum comentário:
Postar um comentário