Segundo o presidente da entidade,
Marcelo Fernandes de Queiroz, o setor produtivo do Rio Grande do Norte tem
mostrado resiliência e capacidade de se reinventar. “O comércio e os serviços
têm sido motores dessa recuperação, gerando empregos e sustentando o
crescimento do estado. A manutenção de um ICMS mais competitivo certamente foi
uma medida que ajudou a potencializar esses resultados, sendo algo
imprescindível para que possamos manter este ritmo de crescimento”, avalia.
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A análise da Fecomércio RN,
divulgada nesta sexta-feira (1º), indica que o Rio Grande do Norte vive um
momento histórico em 2024, registrando avanços expressivos no desempenho
econômico. A entidade avaliou os resultados das Pesquisas Mensais do Comércio (PMC)
e dos Serviços (PMS), a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
(PNADCT), realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), e do estudo “Resenha Regional de Assessoramento Econômico”, elaborado
pelo Banco do Brasil (BB).
No cenário encontrado o estado
apresenta o maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as unidades federativas do
país, segundo a projeção de outubro divulgada pelo BB que aponta que o PIB
potiguar deverá registrar uma expansão de 6,2% em 2024. A taxa de crescimento
da economia norte-rio-grandense será mais que o dobro do País neste ano (3%) e
também superior à Região Nordeste (3,3%).
Além disso, a Fecomércio RN
destaca que o comércio varejista potiguar também vem apresentando recuperação
robusta em 2024. No acumulado até agosto, contabilizou alta de 5,7% nas vendas,
em termos reais, na comparação com o mesmo período de 2023. No ano passado, o
estado registrou queda nas vendas do comércio até agosto (-0,3%), cenário que
se manteve até o final do ano (-0,8%). Já o setor de serviços do RN, registra
alta anual de 1,1%, em termos reais, na comparação com o mesmo período do ano
anterior.
No quesito empregabilidade, até
setembro o Rio Grande do Norte gerou 31.488 empregos formais, sendo 63% das
vagas no setor terciário. O dado marca um crescimento de 60%, em relação ao
mesmo período de 2023, quando foram contabilizados 19.739 novos postos de
trabalho em todos os segmentos. O RN registra a menor taxa de desemprego (9,1%)
para o 2° trimestre da série histórica da PNADCT.
Na avaliação da Fecomércio RN, o
desempenho é resultado de um conjunto de fatores nacionais e locais, contudo, o
maior acesso ao crédito, a diminuição do endividamento, a ampliação da renda
média do trabalhador e a manutenção do modal do ICMS em 18% foram decisivos
para o fortalecimento da economia.
Arrecadação do ICMS em 2024
registra alta
Somente em setembro, mês de
referência do boletim, a receita desse tributo alcançou R$ 710,8 milhões contra
R$ 735,4 milhões do mesmo mês em 2023, numa queda de 3,3 pontos percentuais.
Contudo, analisando a evolução desse tributo ao longo dos meses, a receita vem
aumentando. Depois da última queda no mês de maio, quando o ICMS reduziu de R$
671,2 milhões para R$ 643,8 milhões, os recursos somaram R$ 690,5 milhões em
junho, aumentando para R$ 695,7 milhões em julho, R$ 709,9 milhões em agosto,
até os R$ 710,8 em setembro. Com exceção de junho, os valores, no entanto,
ficaram abaixo dos mesmos meses de 2023.
O volume total de receitas do RN
(transferências + arrecadação própria) em setembro foi de R$ 1,27 bilhão, num
aumento de 5,3% em relação a setembro de 2023.
Tribuna do Norte

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