terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Auditores iniciam operação padrão no Porto de Natal


Os auditores da Receita Federal no Rio Grande do Norte iniciaram nesta segunda-feira (27) operação padrão no Porto de Natal. 

A categoria pede o fim do congelamento de salários e a regulamentação de um bônus de eficiência. Segundo os servidores da Receita Federal, além da ação iniciada nesta segunda-feira na aduana, a superintendência local também registrou a entrega dos cargos em comissão e funções de chefia. A operação padrão também ocorre em outras aduanas portuárias do Brasil. 

De acordo os servidores da Receita ouvidos pela Tribuna do Norte, é provável que haja demora na liberações de cargas de importação e nas verificações de mercadorias de exportação. A operação é feita a partir de uma análise ainda mais detalhada das operações de comércio exterior.

A categoria é contra o congelamento dos salários da categoria, que não tem reajuste desde 2016, bem como protestam contra cortes do governo federal no orçamento da Receita para 2022. Também pedem a regulamentação de um bônus de eficiência (adicional concedido para quem cumpre metas de eficiência), prometido em negociações anteriores. 

A maior grita dos servidores é com relação à recente aprovação do Orçamento Geral da União de 2022, que destinou R$ 1,7 bilhão para reajustes a forças federais de segurança. Nos últimos dias, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita (Sindifisco), cerca de 700 auditores fiscais que ocupavam funções de confiança entregaram os cargos.

Procurada pela reportagem da Tribuna do Norte, a direção da Receita comunicou que não vai se manifestar. A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) informou que, até esta segunda-feira (27), a operação padrão não causara qualquer empecilho à movimentação de cargas.

O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas do Estado (Fonacate), Rudinei Marques, informou que as diversas categorias de servidores federais farão uma assembleia conjunta na próxima quarta-feira, 29, às 10h30, para decidir sobre os próximos passos da mobilização. 

A insatisfação aumentou depois que o presidente da República, Jair Bolsonaro, priorizou destinar recursos para aumento salarial apenas de policiais federais, em um aceno eleitoral no ano em que tentará a reeleição. Para Marques, o ideal seria que as demais categorias seguissem a Receita Federal e fizessem um movimento em bloco, para evitar uma onda de "perseguições e retaliações" por parte do governo. 

"A gente não quer furar teto, fazer nenhuma estripulia, mas não custava nada atendê-los", afirmou o presidente da entidade, que citou um impacto de aproximadamente R$ 200 milhões com o bônus aos auditores. " O servidor está com dificuldade", disse.

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