
Durante toda a manhã de hoje, 09/07, nas instalações da Câmara Municipal de Assú, representantes da EMBRAPA, EMATER, Sindicatos, Cooperativas, Associações, secretários de agricultura de diversos municípios e alguns poucos produtores rurais, estiveram reunidos para discutirem a revitalização da produção algodoeira no Assú e No Vale.


Partindo da carência da matéria prima em todo o país, pesando na balança de importação, o governo federal acena para os agricultores, especialmente os pequenos, com a possibilidade de reativar os incentivos para o incremento da atividade, um segmento que durante décadas foi uma das principais culturas do agricultor sertanejo, conhecida com o “oro branco” nordestino.
O programa parece interessante e chamou a atenção dos presentes, principalmente dos que possuem áreas irrigadas, onde a produtividade é bastante superior e os incentivos são imediatos, já que independem do período chuvoso, o que não acontece com os agricultores sequeiros, os assentados, que terão que esperar por anos de bons invernos.
O programa parece interessante e chamou a atenção dos presentes, principalmente dos que possuem áreas irrigadas, onde a produtividade é bastante superior e os incentivos são imediatos, já que independem do período chuvoso, o que não acontece com os agricultores sequeiros, os assentados, que terão que esperar por anos de bons invernos.

Tudo corria muito bem quando, já no encerramento das explanações, eis que se levanta o Sr. Francisco Monteiro Filho, agricultor de 80 anos e 5 meses, morador do assentamento, Palheiros II, em Assú, pai de 36 filho de dois casamentos, dos quais 9 são menores, cultivador de algodão (tem hoje em seu deposito cerca de 5 toneladas colhidas na safra 2009/2010), se dizendo insatisfeito por deixar o resinto sem ter sido ouvido. Retornamos com seu Monteiro ao debate e propusemos que o ouvissem, e não é que seu Chico Monteiro roubou a cena! Falou como gente grande, gente que sabe e conhece a realidade do homem do campo, principalmente quando se trata do agricultor familiar, tão falado nos discursos das capitais e tão esquecidos no dia-a-dia, lá nos confins, onde lhes colocaram e muitas vezes nem mesmo água para o consumo humano lhes propiciaram.

Em sua fala seu Francisco narrou históricos e costumeiros acontecimentos nas vidas dos agricultores até bem pouco tempo, fatos que deixaram marcas inconfundíveis e que em muitos não serão jamais apagadas, verdadeiros traumas. “Como disse seu Chico nos discursos os governantes, todo o sistema, acenam para os crédulos sertanejos, homens fortes e de muita fé, com condições que mais parece um paraíso, enchem mais uma vez o agricultor de esperanças, porem quando chegam lá no assentamento a situação é bem diferente: é um pedaço para o banco, outra parte pro técnico, tem ainda o presidente da associação; e por fim, quando chaga ao trabalhador pouco resta e ainda casado com uma divida sem tamanho e nem fim nas costas da gente que é quem tem que pagar”, disse Francisco monteiro Filho.
Ao final, foi o ponto alto do evento, seu saiu aplaudido e serviu de modelo para os que foram somente para cumprir um papel social. O programa é interessante e pode ser o caminho para melhorar a vida do pequeno agricultor. Maiores informações, inclusive com participar do projeto, procurar a EMATER/ASSU ou do seu município e fazer seu cadastro, caso lhe atenda.
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