segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Presidente de Angola se reúne com Hillary e promete realizar eleições

Folha Online
O presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, no poder há 30 anos, se comprometeu nesta segunda-feira a realizar eleições presidenciais "no curto prazo", informou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, em Luanda.

Em entrevista à imprensa a bordo do avião que a levou de Angola a Kinshasa, no Congo, Hillary afirmou que Santos "se comprometeu que a [nova] Constituição estará terminada [a curto prazo] e que as eleições [presidenciais] se celebrarão a curto prazo".

A chefe da diplomacia dos Estados Unidos detalhou que Angola está refletindo sobre o tipo de pleito será adotado.

"Temos salientado a importância de avançar rapidamente para que a Constituição esteja pronta e para que as eleições sejam realizadas o antes possível. O presidente angolano reagiu muito positivamente aos pontos que apresentamos", disse.

A última eleição presidencial realizada em Angola foi em 1992 e a próxima está programada para este ano.

Mas, pelo que tudo indica, o pleito será adiado devido a um atraso na aprovação da nova Constituição --necessária para a realização das eleições.

Saúde

Hillary também anunciou nesta segunda-feira, ao lado do ministro da Saúde angolano, José Van-Dúnem, a doação de US$ 17 milhões que os EUA farão aos programas do governo angolano de combate à Aids.

A secretária de Estado esteve no Hospital Esperança, que trata mais de 50 mil infectados pelo HIV.

No discurso em que anunciou a doação, Hillary destacou a determinação do Executivo americano em trabalhar com Angola no combate à doença.

"Para as famílias, os danos que a Aids causa são medidos pela perda de entes queridos. Mas, para os países, são medidos pelo potencial perdido", afirmou.

Segundo a chefe da diplomacia americana, a doação, que supera em US$ 10 milhões à anterior, representa "um novo enfoque do governo dos EUA em sua luta contra a aids e seu apoio ao fortalecimento da capacidade e do sistema médico locais".

"Isto vai permitir uma maior coordenação na prevenção e no tratamento da Aids", disse a secretária de Estado, que ressaltou que a propagação do HIV está muitas vezes ligada às desigualdades entre homens e mulheres.

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