Com o voto de Fux, já há
maioria para condenação de Cid por esse crime, já que na terça-feira (9) os
ministros Alexandre de Moraes (relator do caso) e Flávio Dino já haviam se
manifestado a favor.
O ministro é o terceiro a
votar no julgamento da ação da trama golpista para tentar reverter o resultado
das eleições de 2022.
Fux entendeu que, apesar de
também estar na condição de delator, Cid não atuou somente como
ajudante de Bolsonaro e trocou mensagens com militares kids pretos
sobre medidas de monitoramento do ministro Alexandre de Moraes. Além disso,
ele participou de uma reunião na casa do general Braga Netto, em 2022,
onde, segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR), teria
sido repassado dinheiro para o financiamento de trama golpista.
"Todos aqueles que
queriam convencer o então presidente da República da necessidade de adotar
ações concretas para abolição do Estado Democrático de Direito faziam
solicitações e encaminhamentos por meio do colaborador", disse o ministro.
Fux absolveu Cid das acusações
de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado pela
violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.
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O tempo de pena ainda não foi
anunciado e deve ser definido somente ao final da rodada de votação sobre a
condenação ou absolvição dos réus. Em caso de condenação, as penas podem chegar
a 30 anos de prisão em regime fechado.
O ministro Luiz Fux prossegue
seu voto e analisa as condutas dos demais réus.
Quem são os réus:
Jair Bolsonaro – ex-presidente
da República;
Alexandre Ramagem - ex-diretor
da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
Almir Garnier - ex-comandante
da Marinha;
Anderson Torres - ex-ministro
da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
Augusto Heleno - ex-ministro
do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Paulo Sérgio Nogueira -
ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto -
ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022;
Mauro Cid – ex-ajudante de
ordens de Bolsonaro.
Agência Brasil

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