As três mulheres estão a
caminho de um base do Exército nos arredores de Gaza, onde se reunirão com suas
famílias e passarão por tratamento médico. Em Tel-Aviv, houve gritos e
comemorações na praça dos reféns quando a soltura foi confirmada. Elas foram as
primeiras reféns a voltar para a liberdade desde um acordo inicial costurado
por Israel e Hamas no fim de 2023.
A trégua, que começou com um
atraso de quase três horas porque o Hamas demorou em divulgar o nome das reféns
que seriam libertadas, está sendo respeitada. Caminhões de ajuda humanitária
estão entrando em Gaza pela fronteira com o Egito e cerca de 90 prisioneiros
palestinos devem ser libertados hoje na Cisjordânia por Israel, a maioria
mulheres e crianças.
O conflito se arrasta há 15
meses, desde 7 de outubro de 2023, quando um ataque do Hamas matou cerca de 1,2
mil pessoas e rendeu 251 reféns. Desde o início da ofensiva israelense contra
os terroristas, mais de 46 mil palestinos foram mortos, segundo o Ministério da
Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, que não distingue civis de combatentes.
O governo de Netanyahu aprovou
o acordo na madrugada do sábado, 18, horário local, após reunião que durou
horas, ultrapassando o início do Sabbat (sábado judaico), em que o governo
geralmente interrompe todas as atividades, exceto em casos de emergência.
Mediado por Estados Unidos,
Catar e Egito, o cessar-fogo é a segunda trégua no conflito e teve a aprovação
de 24 ministros israelenses e oito votos contrários.
fonte: Estadão Conteudo

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