No caso da reforma política,
há uma pressa no Congresso para aprovar mudanças nas regras eleitorais até o
final de setembro para que as alterações sejam válidas nas eleições de 2018.
No próximo ano, os brasileiros
vão escolher presidente da República, governadores, deputados estaduais e
federais e vão renovar dois terços do Senado.
A exemplo de outras discussões
sobre reforma política, os interesses difusos de cada partido e parlamentar
dificultam a construção de maiorias na Câmara e Senado. Parlamentares da base
do governo acreditam que a reforma poderá se restringir a temas pontuais. O
Planalto monitora as negociações no Congresso.
A criação de um fundo público
para financiar as campanhas é um dos temas apreciados, assim como a definição
de uma cláusula de desempenho para que os partidos tenham acesso ao fundo
partidário e ao tempo gratuito de TV.
Os parlamentares também
discutem o fim das coligações entre partidos nas eleições proporcionais
(deputados e vereadores). Atualmente, a lei permite aliança entre partidos. Os
votos das legendas são somados e acabam eleitos os candidatos mais votados
dentro de cada coligação.
Outro debate trata da mudança
na forma de escolha dos deputados, adotando o chamado "distritão".
Nesse modelo, no caso da Câmara dos Deputados, passariam a ser eleitos os
candidatos mais votados em cada estado.
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