Os trabalhadores que estão empregados
também sentiram os efeitos da crise política e econômica no país. Pesquisa da
consultoria Page Personnel mostra que seis a cada 10 profissionais técnicos e
de suporte à gestão não tiveram promoções há mais de um ano.
De acordo com o estudo, 21,9%
dos executivos não receberam promoção nos últimos 12 meses e outros 22,3% não
foram promovidos nos últimos 24 meses. Dos que confirmaram a ascensão na
carreira, 15,2% disseram que o fato ocorreu há dois anos enquanto 26,1% foram promovidos
há um ano e 14,5% há seis meses.
“A instabilidade econômica
afetou também quem permaneceu empregado. Quem ficou teve de lidar muitas vezes
com sobrecarga de trabalho e esperar mais tempo por uma promoção. O período de
baixa demanda no mercado força as empresas a reverem suas estratégias e estrutura.
Em épocas de crise é comum as companhias congelarem novas vagas e promoções
para se adaptarem aos novos tempos e manter a operação com um custo mais
equilibrado”, explica Ricardo Haag, diretor da Page Personnel.
Quando questionados se a
ausência de promoção provocaria a busca de novas oportunidades, mais da metade
(53,7%) afirmou que buscaria essa nova vaga em até três meses. Os que
esperariam até um ano somaram 19,7%, seguido por até seis meses (11,9%) ou não
pretende buscar novas oportunidades (10,6%). E representaram 4,1% aqueles que
esperariam por até nove meses.
A pesquisa foi realizada em
fevereiro e março deste ano com a participação de 283 profissionais técnicos e
de suporte à gestão.
Desafios estimulam promoções
Entre as pessoas que tiveram
promoções, 40,9% disseram ter conseguido reconhecimento por terem superado
metas e atingindo resultados. Completam a lista: vários fatores (30,5%) assumir
novas funções em períodos de crise (17,3%), investir em conhecimento (7,7%) e
apostar em networking (3,6%).
“A meritocracia sempre será um
fator decisivo em avaliações de desempenho. Essa métrica influencia bastante a
tomada de decisão dos gestores na hora de redirecionar pessoas em novas
posições ou funções”, conta Haag.
Salário ainda é decisivo
Se a promoção não sai, alguns
profissionais passaram a buscar novas oportunidades no mercado. Questionados
sobre o que o faria trocar de emprego, 29% declaram salário fixo mensal mais
atrativo e 23% disseram programas de aceleração de crescimento. Completam a
lista: programas de recompensa (18%); bônus e participação de lucros (14,8%) e
investimento em conhecimento, com 15,2%.
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