De um dia para o outro,
famílias que dependiam de caminhão-pipa para ter água em casa perderam tudo o
que tinham para as enchentes. O governos dos estados de Alagoas e Pernambuco já
tinham decretado situação de emergência por causa da seca em dezenas de cidades.
Agora, 18 delas entraram também para as listas de municípios em situação de
emergência por conta das chuvas das últimas semanas, que deixaram 85 mil
desabrigados nos dois estados.
O reconhecimento de emergência
é feito por decretos dos governos estaduais, e permite que o município tenha
acesso a recursos destinados a mitigar os impactos de desastres naturais. Como
cada desastre tem um leque de auxílios específicos, um decreto de emergência
por conta de chuvas não anula um de secas.
Pernambuco vive o sexto ano
consecutivo de estiagem. Em abril, o governo do estado decretou emergência por
conta da seca em 56 cidades. Três estão no decreto que
reconhece emergência por conta das chuvas em 24 cidades, assinado
pelo governador Paulo Câmara (PSB) na última terça-feira (30).
Caruaru é uma delas. Um dos
moradores, Ivanildo Pereira dos Santos, de 72 anos, dividia com os vizinhos os
R$ 200 cobrados por caminhões-pipa todos os meses. Agora, as chuvas das últimas
semanas trouxeram um prejuízo extra: a água invadiu a casa do aposentado e
destruiu parte dos móveis.
Prejuízos
em Alagoas
Em Alagoas, mais da metade dos
municípios amargam prejuízos por causa da seca. Dos 102, 77 estão em emergência
reconhecida pelo governo do estado. Agora, 15 desses entraram em emergência
também pelas chuvas.
A cidade de União dos
Palmares, na Zona da Mata alagoana, enfrentou rodízio no abastecimento de água
por causa do nível baixo do Rio Mundaú até o mês passado. Para evitar colapso,
o Serviço Autônomo de Água e Esgoto dividiu a cidade em dois grupos, que tinham
águas nas torneiras em dias alternados.
Agora, União tem mais de mil
pessoas fora de casa e foi incluída no decreto do governador, Renan Filho
(PMDB), que colocou 27
cidades do estado em situação de emergência por conta das
chuvas. O nível do rio subiu tanto que a Defesa Civil recomendou que os
ribeirinhos deixassem as moradias e procurassem abrigo em locais seguros.
Com informações do G1.Com

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