“Os motivos encontrados que
justificam as oscilações nos preços dos produtos da cesta básica são inúmeros,
como problemas climáticos, questões sazonais, excesso ou escassez de oferta ou
demanda pelos produtos, preços das commodities, variações cambiais, formação de
estoques, desonerações de tributos, entre outros”, aponta o levantamento.
Segundo os dados, os produtos
que mais subiram em fevereiro foram os ovos brancos, com o preço médio da dúzia
passando de R$ 10,67 para R$ 12,53, o que representa um aumento de
17,43%. O motivo dessa alta é a baixa disponibilidade no mercado interno e
a demanda aquecida.
A lata de extrato de tomate
custava, em média, R$ 4,23, em janeiro, e subiu para R$ 4,79, em fevereiro, com
elevação de 13,24%, causada pela menor oferta nas regiões produtoras da
temporada de verão, que resultou nos altos preços do tomate.
O pó de café de 500g passou de
R$ 22,65 para R$ 24,92, com variação de 10,02%.
“As elevadas cotações do café
foram impulsionadas pelos baixos estoques, consequência da menor produção no
Brasil e no Vietnã, e pela firme demanda internacional”, diz a pesquisa.
O valor médio do quilo do alho
passou de R$ 43,65 para R$ 44,50, com aumento de 1,95%, ocasionado pela
valorização do dólar e o aumento nos custos logísticos que elevaram os preços,
já que o país depende das importações.
A margarina pote de 250g
registrou elevação de 6,01%, com o preço passando de R$ 3,33 para R$
3,53, devido ao valor da soja, insumo importante do produto. Mesmo com a
baixa da cotação do produto na colheita da safra 2024/2025 e com a
desvalorização do real frente ao dólar, os efeitos ainda não foram sentidos no
varejo.
O valor médio do quilo do
frango passou de R$ 12,70 para R$ 13,06, de janeiro para fevereiro, com aumento
de 2,83%. Em algumas regiões, o aumento da demanda e a oferta limitada
elevaram as médias mensais de preço. Segundo a pesquisa, em outras
regiões, o enfraquecimento da procura no encerramento do mês pressionou as
cotações da carne de frango para baixo
No sentido contrário está a
cebola, que registrou queda 6,25% no preço médio do quilo, ao passar de R$ 5,12
para R$ 4,80. O recuo do preço é reflexo do clima favorável à maturação das
cebolas, associado ao incremento de área plantada, que resultou em volumosa
produção no Sul. O óleo de soja (900 ml) caiu 2,98%, passando de R$ 8,40 para R$
8,15. A queda é resultado do avanço da colheita da safra 2024/2025.
O quilo da farinha de trigo
caiu 2,45%, passando de R$ 4,89 em janeiro para R$ 4,77 em fevereiro. A
queda é reflexo do avanço das cotações no mercado interno, sustentadas pelo
período de entressafra, pela retração dos vendedores e pela valorização
externa.
O arroz também registrou
retração, com o valor do pacote de cinco quilos passando de R$ 29,39 para R$
29,05. A retração foi de 1,16%, devido à proximidade da entrada da nova
safra, da necessidade de liquidação de estoques e da ausência de compradores.
Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário