Em uma breve fala a
jornalistas durante o baile de gala da pose de Trump, Milei culpou o “regime
Lula” por ter barrado a presença do ex-presidente brasileiro no evento que une
líderes aliados de Trump e chefes de Estado.
“(Bolsonaro) é um grande amigo
e lamento muito que o regime de Lula não o tenha deixado vir (a este evento)”,
afirmou Milei. Porém, não houve interferência do governo do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) na decisão que barrou a participação de Bolsonaro na
posse.
Partiu do ministrou Alexandre
de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o despacho que manteve a
proibição de Bolsonaro deixar o País. O magistrado rejeitou a dois pedidos da
defesa do ex-presidente pela devolução do seu passaportes para que ele pudesse
comparecer à posse de Trump.
Moraes negou a petição
original e o recurso dos advogados sob o argumento de que há risco real de
“tentativa de evasão” de Bolsonaro “para se furtar à aplicação da lei penal”. O
ministro destacou que o ex-presidente tem defendido a fuga do País e o asilo no
exterior para os diversos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro.
Bolsonaro disse no último
sábado que está constrangido por não poder comparecer à cerimônia de posse de
Trump. Ele acompanhou a mulher, Michelle Bolsonaro, até o portão de embarque do
aeroporto de Brasília e chorou ao falar que se sente “perseguido”. O ex-presidente
será representado pela ex-primeira-dama e pelo filho, o deputado federal
Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Bolsonaro ainda disse esperar
o apoio do líder norte-americano para reverter a sua inelegibilidade no Brasil.
“Com toda certeza, se ele me convidou, ele tem a certeza que pode colaborar com
a democracia do Brasil afastando inelegibilidades políticas, como essas duas
minhas que eu tive”, disse Bolsonaro
O ex-presidente não detalhou
como o Trump poderia alterar as decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
que o declararam inelegível por oito anos. Na avaliação de Bolsonaro, somente
“a presença” do aliado dos EUA pode alterar a sua situação.
“(Trump) não vai admitir
certas pessoas pelo mundo perseguindo opositores, o que chama de lawfare, que
ele sofreu lá. Grande semelhança entre ele e eu”, afirmou.
Estadão Conteúdo

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