segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Benes afirma que desiste se for para apoiar candidatura de Ezequiel a governador


O deputado federal Benes Leocádio — presidente estadual do Partido Republicanos — afirmou que desiste da pré-candidatura a governador para apoiar o presidente da Assembleia e do PSDB no RN, Ezequiel Ferreira de Souza, em uma disputa com a governadora Fátima Bezerra (PT).

Benes teve o nome lançado ao governo, mas admite desistir oficialmente em benefício de uma aliança, se Ezequiel Ferreira for confirmado como pré-candidato.

Benes informou que teve uma conversa nesta segunda-feira (31) com o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) na qual tratou sobre eleições e alianças. 

“Ele deixou ciente que conversas e os encaminhamentos que estão sendo feitos na direção da possibilidade do deputado Ezequiel Ferreira ser pré-candidato a governador”, confirmou Benes Leocádio.

O deputado disse à TRIBUNA DO NORTE que não será “empecilho” a uma eventual pré-candidatura do presidente estadual do PSDB, Ezequiel Ferreira, a governador nas eleições de 2022. 

“Eu fiquei muito feliz de saber que ele (Ezequiel) é um nome, que reúne todas as condições para o pleito e foi o que sempre preguei, quando me mantive pré-candidato: Na hora em  que surgisse alguém com capacidade de unir a oposição, e pelo jeito, ele é essa pessoa, saio de cabeça erguida, ciente da missão cumprida”, declarou o deputado.

Benes Leocádio afirmou, ainda, estar certo “de que haverá um desfecho a favor do povo do Rio Grande do Norte. “Sem dúvida nenhuma, Ezequiel é não só capacitado, preparado e obstinado, como também reúne condições para a missão de governar o Rio Grande do Norte”.

O presidente do Republicano agradeceu “a todos os amigos que compreenderam, ajudaram e incentivaram na possibilidade de ser esse nome de união”. “Não tendo alcançado esse intento, compreendo perfeitamente a posição de cada grupo político e cada liderança política”, disse.

No fim de semana, o blog do BG noticiou que Ezequiel Ferreira de Souza admitiu avaliar a candidatura, se os ministros Fábio Farias (Comunicações) e Robério Marinho chegarem a um entendimento sobre a candidatura ao Senado. Até agora, os dois postulam a candidatura a senador.

Receita paga lote residual de restituição do IRPF de janeiro a 240 mil contribuintes


Mais de 240 mil contribuintes vão recerber hoje (31) o crédito bancário relativo ao lote residual de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) do mês de janeiro de 2022. O pagamento da restituição será feito diretamente na conta bancária informada na declaração de Imposto de Renda. De acordo com a Receita Federal, a soma dos valores restituídos é de R$ 281.936.411,15. 

Desse total, R$ 96.664.742,30 são referentes a contribuintes que têm prioridade legal, sendo 3.586 contribuintes idosos acima de 80 anos, 28.358 contribuintes entre 60 e 79 anos, 2.129 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 9.233 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Foram contemplados ainda 197.438 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 16 de janeiro deste ano.

Para consultar o lote residual, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet, clicar em Meu Imposto de Renda e, em seguida, em Consultar a Restituição. Se identificar alguma pendência na declaração, pode retificá-la, corrigindo as informações erradas.

A Receita Federal disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

Se, por algum motivo, o crédito não for realizado, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o contribuinte pode reagendar o crédito dos valores de forma simples e rápida pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate a restituição no prazo de um ano, deverá solicitá-lo pelo Portal e-CAC, disponível no site da Receita Federal, acessando o menu Declarações e Demonstrativos, Meu Imposto de Renda e clicando em Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.

Agência Brasil

Açude Pataxó: Governo do estado publica edital de licitação para recuperação da barragem de Pataxó


O Governo do Estado, por meio do Projeto Governo Cidadão, publicou o edital de licitação para recuperar a barragem de Pataxó, em Ipanguaçu. A licitação é do tipo empreitada por preço unitário e podem participar empresas de engenharia civil habilitadas no CREA, apresentando proposta individualmente ou como participante de um consórcio. O Governo recebe as propostas até o próximo dia 7 de março de 2022.

“No início da gestão da governadora Fátima, unimos esforços e atuamos para resolver as questões fundiárias, porque havia dois moradores na área da barragem. Com contribuição do Ministério Público e Prefeitura de Ipanguaçu, a questão foi resolvida e solicitamos autorização do Banco para reiniciar a obra. Mas infelizmente, na realidade não era apenas esse o entrave. O Banco apontou inconsistências no projeto e determinou que um novo fosse feito, cumprindo todas as diretrizes do Painel de Segurança de Barragens. Chegamos a lançar uma licitação, mas precisamos recuar e só agora conseguimos publicar de maneira definitiva”, explica o secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro.

O aviso de licitação, edital e informações sobre projetos estão disponíveis no site do Projeto Governo Cidadão – www.governocidadao.rn.gov.br, na seção “licitações abertas – obras”. A obra tem recursos do acordo de empréstimo junto ao Banco Mundial e, quando pronta, irá beneficiar mais de 15 mil pessoas em Ipanguaçu e entorno. O reservatório tem capacidade de armazenar 15 milhões de metros cúbicos e cumpre importante papel na manutenção de projetos de irrigação e desenvolvimento da agricultura na região do Vale do Açu.

 Histórico

O primeiro processo de licitação para as obras de recuperação de Pataxó foi aberto em abril de 2018, mas a licitação deu deserta. Um novo processo foi aberto em agosto de 2018, cujo resultado foi divulgado no mês seguinte, tendo como vencedora a Construtora Cristal LTDA.

 As obras foram iniciadas em 16/10/2018, mas em novembro do mesmo ano o Núcleo de Gestão Social do Projeto Governo Cidadão recomendou a paralisação da obra devido a necessidade de um Plano de Reassentamento, revisão de licença ambiental e laudo da Defesa Civil.

Em dezembro de 2018 teve início o processo de contratação do Painel de Segurança de Barragens, por meio dos especialistas de segurança de barragens nas áreas de Estrutura de Maciço, Hidrologia/Hidráulica e Geotécnica. Entre os meses de abril e maio de 2019, após análises e visita das equipes de especialistas em Barragens e em Recursos Hídricos do Banco Mundial, bem como dos especialistas em Painel de Segurança de Barragens contratados pelo Projeto, foi identificada a necessidade de revisão dos projetos elaborados para as obras de recuperação da barragem Pataxó.

 Em julho do mesmo ano, foi solicitada ao Banco autorização para o reinício da obra. Porém, segundo o Banco, não existiam instrumentos garantidores de todas as medidas recomendadas pelo Painel de Segurança. Com isso, iniciou-se o processo de contratação direta da empresa projetista, a fim de realizar a avaliação e a readequação dos projetos, a elaboração dos previstos na política de salvaguarda social e ambiental do Banco Mundial e Supervisão das obras de recuperação das barragens.

 Em novembro de 2019, a RW Consultores assinou contrato, mas a ordem de serviço só foi emitida em 06/02/2020, devido ao atraso na apresentação da apólice de seguro de responsabilidade profissional, que só foi entregue pela empresa em janeiro do mesmo ano. Em 22 de maio de 2020, a RW Consultores apresentou o novo projeto para recuperação da barragem. Em função da pandemia do novo coronavírus, houve demora no processo de análise pelo Banco Mundial. Apenas em 11 de setembro de 2020, o Banco informou que o mais recomendado era rescindir o contrato unilateralmente com a empresa Cristal e realizar uma nova licitação. 

Volta das aulas da rede estadual de ensino é adiado por uma semana


O Governo do Estado adiou o retorno das aulas presenciais na rede estadual. O planejamento inicial era começar o novo ano letivo no dia 7 de fevereiro, mas a retomada foi adiada em uma semana. O início vai para o dia 14 de fevereiro. O principal motivo é o número de professores e funcionários da rede doentes de síndrome gripal ou covid-19. Segundo o levantamento feito pela Secretaria Educação (SEEC), são 2.737 profissionais nas escolas da rede estadual afastados.

"A decisão justifica-se em virtude do número de casos de adoecimentos dos servidores do Órgão Central, das Diretorias Regionais de Educação e Cultura e de Alimentação Escolar (DIREC e DRAE) e das escolas. Conforme levantamento realizado estão afastados do serviço, atualmente, 131 servidores nas DIRECs, 19 servidores nas DRAEs e 2.737 servidores nas escolas das diversas circunscrições regionais, com quadros de síndrome gripal ou de Covid-19", disse a SEEC, em nota.

O aumento de casos registrados nos últimos dias no Rio Grande do Norte influenciou alteração da data de retorno às aulas. A intenção é que as aulas iniciem em formato 100% presencial no Estado. Para o ano letivo de 2022 foram ofertadas 229 mil vagas nas escolas. As matrículas na rede se encerram nesta segunda-feira (31) para alunos ingressantes.

Os procedimento são feitos pelo Sistema Integrado de Gestão da Educação (SIGEduc). As vagas já consolidadas foram divulgadas no dia 25 de janeiro às 18h.  Estudantes que queiram buscar vagas remanescentes, podem fazê-lo  entre o dia 31 de janeiro e 2 de fevereiro.

Medida provisória cria programa de serviço voluntário nos municípios


A Medida Provisória 1099/22 institui programa, em parceria com os municípios, para ajudar trabalhadores desempregados a adquirirem experiência profissional, com a ajuda de cursos de qualificação.

O Programa Nacional de Prestação de Serviço Civil Voluntário é voltado a jovens entre 18 e 29 anos e trabalhadores acima de 50 anos que estão fora do mercado há mais de dois anos.

Os participantes terão direito a uma bolsa paga pelo município, vale-transporte (ou transporte gratuito, a depender do município) e seguro contra acidentes pessoais. A jornada de trabalho será de 22 horas semanais, limitada a oito horas diárias.

O valor da bolsa será equivalente ao salário mínimo por hora (hoje em R$ 5,51), multiplicado pelo total de horas gastas nas atividades de qualificação profissional e de trabalho. Será permitida a acumulação da bolsa com os benefícios do Programa Auxílio Brasil.

A operacionalização administrativa e financeira do programa ficará a cargo dos municípios, cuja adesão é voluntária. O programa terá duração até 31 de dezembro de 2022.

Oferta de cursos

O município que aderir ao novo programa vai assegurar aos beneficiários a oferta de cursos de formação ou de qualificação profissional com carga horária mínima de 12 horas para cada 30 dias de permanência e carga horária máxima de 100 horas anuais.

Os cursos serão oferecidos pelo Sistema S (como Senac Senai e Sebrae), com prioridade para qualificação nas atividades econômicas mais importantes do município. Este também poderá oferecer outros tipos de cursos, em convênios com instituições de formação profissional.

Conforme a MP, os beneficiários do programa não poderão trabalhar em atividades insalubres, perigosas ou que configurem substituição de servidores municipais.

Premiação

As experiências bem-sucedidas do Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário receberão o Prêmio Portas Abertas como reconhecimento. O prêmio será implementado por meio de parcerias com outras instituições.

O governo federal afirma que o programa visa aumentar a empregabilidade dos trabalhadores desempregados e amenizar os impactos sociais no mercado de trabalho decorrentes da crise causada pela Covid-19.

No ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou iniciativa semelhante (o Programa Nacional de Prestação de Serviço Social Voluntário), que foi incluída no texto da MP 1045/21 pelo relator, deputado Christino Aureo (PP-RJ). A MP, no entanto, foi rejeitada pelo Senado.

Tramitação

A Medida Provisória 1099/22 será analisada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

CONCURSO: Mais de 150 concursos públicos com inscrições abertas reúnem 23,8 mil vagas no país; veja lista


Pelo menos 151 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (31) e reúnem 23.810 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 20.530,01 na Universidade Federal de Uberlândia.

CONFIRA AQUI A LISTA COMPLETA DE CONCURSOS

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os concursos abertos em órgãos federais, estão:

Aeronáutica, com dois editais: um para 237 vagas e outro para 843 vagas

Banco da Amazônia, com 1.158 vagas

Controladoria Geral da União (CGU), com 375 vagas

Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com 136 vagas

IBGE, com 192 vagas

Marinha, com 20 vagas

Há ainda concursos em Defensoria Pública, Ministério Público e Polícia Militar em vários estados.

Nesta segunda-feira, pelo menos 6 órgãos abrem o prazo de inscrições para 86 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 12.213,70. Veja abaixo as informações de cada concurso:

ABC vence o Santa Cruz por 3 a 1 e retoma a liderança


O ABC venceu o Santa Cruz por 3 a 1, na tarde deste domingo (30), no estádio Frasqueirão. A partida foi válida pela sexta rodada do Campeonato Potiguar. Com o resultado, o time abecedista reassumiu a liderança da competição no primeiro turno. O ABC ainda anunciou a contratação de Erick, ex-América e Globo.

O Alvinegro foi para campo cheio de mudanças. O meio de campo foi escalado com Raphael, Gabriel China e Fábio Lima. As mudanças ocorreram por contusão e cartões. A última perda aconteceu no vestiário, quando Vinícius Paulista sentiu o joelho e não pôde ir a campo.

O ABC começou o jogo com muita intensidade e velocidade. Até os 13 minutos de partida o Alvinegro já havia criado ao menos três chances reais de gol. Na melhor delas, aos 12 de bola rolando, Fábio Lima foi à linha de fundo e cruzou bem. Jefinho ganhou no alto e a bola “raspou o travessão” do goleiro do Santa Cruz.

E o gol não demorou a sair. Aos 20 minutos, numa cobrança de escanteio ensaiada, Wallyson rolou a bola para a entrada da área. Kelvin pegou de primeira e acertou o ângulo. Um golaço.

Mas o Alvinegro, que jogava bem, voltou a falhar no seu sistema defensivo. Uma bola esticada na frente, Gustavinho ganhou na velocidade, Matheus Nogueira demorou uma eternidade para sair. Na disputa o camisa 1 levou a pior e o atacante Gustavinho empatou o jogo.

Não deu nem tempo do Tricolor comemorar. Na saída de bola a defesa do Santa marcou bobeira. Gabriel China achou Wallyson livre. O ídolo abecedista chutou na diagonal para fazer 2 a 1, placar do primeiro tempo.

O ABC voltou para o segundo tempo com menos intensidade que o primeiro. No entanto, o Alvinegro conseguiu fazer o terceiro gol. Aos 21 minutos, boa jogada pela direita de Ícaro para Kelvin. O atacante foi à linha de fundo e cruzou. Daniel Porozo, que acabara de entrar no lugar de Jefinho, tocou para as redes.

Depois disso o Santa Cruz, para se complicar ainda mais ainda teve um jogador expulso. O ala Adriel deu uma pancada firme em Kelvin e tomou o segundo cartão amarelo na partida. Fim de jogo: Santa Cruz 1 x 3 ABC.

ESPORTES: Nadal fatura Aberto da Austrália com vitória de virada sobre Medvedev


O tenista Rafael Nadal derrotou Daniil Medvedev em uma final clássica do Aberto da Austrália neste domingo (30), vencendo três sets para conquistar o 21º título de Grand Slam, um recorde que vem apenas alguns meses depois de temer que sua gloriosa carreira pudesse terminar devido a uma lesão.

Com Novak Djokovic forçado a deixar o torneio por ter se recusado a tomar a vacina contra a covid-19 - sendo, consequetemente, deportado da Austrália - e Roger Federer se recuperando de uma cirurgia no joelho, o grande espanhol está agora com um Grande Slam à frente de seus 'Três Grandes' rivais depois de sobreviver ao 2/6, 6/7(5), 6/4, 6/4  e 7/5 thriller na Rod Laver Arena.

Aproveitando uma onda de apoio estridente da multidão, um Nadal vintage fez uma de suas melhores performances para negar novamente uma vitória a Medvedev, menos de três anos depois de deixar o russo de coração partido em cinco sets na final do US Open de 2019.

Em uma partida repleta de drama, Nadal estava a dois pontos do título, mas foi quebrado ao sacar para a partida em 5/4.

Ele se manteve firme para quebrar Medvedev novamente e desferir um voleio de backhand como um golpe de misericórdia impressionante. Largando a raquete, Nadal balançou a cabeça e sorriu, depois chutou uma bola de tênis e apertou os punhos.

Foi um triunfo que desafiou o tempo e a lógica, com o jogador de 35 anos completando sua primeira vitória de cinco sets depois de perder dois iniciais em 15 anos - desde que derrotou Mikhail Youzhny na quarta rodada de Wimbledon em 2007.

Tendo sofrido quatro derrotas finais em 2012, 2014, 2017 e 2019, Nadal agora pode saborear uma segunda coroa do Melbourne Park, 13 anos depois de derrotar Federer na decisão de 2009.

Os cabelos compridos e os shorts piratas daquela década caíram no esquecimento, mas a classe e o espírito de luta perduram diante das batalhas titânicas de Nadal para se recuperar de lesões.

Tendo perdido Wimbledon devido ao cansaço e o US Open por causa de uma condição crônica no pé esquerdo, Nadal estava prestes a desistir no final de 2021 e se sentiu abençoado apenas por aparecer no Melbourne Park este ano.

Sua capacidade de jogar sete partidas foi milagrosa para o espanhol, que se junta a Djokovic, Rod Laver e Roy Emerson como os únicos homens a vencer cada título de Grand Slam duas vezes.

Agora, mais do que nunca, o número um do mundo, Djokovic, pode lamentar sua tentativa fracassada de defender seu título em Melbourne sem a vacinação contra a covid-19. Sua deportação abriu o torneio, deixando um vácuo para Nadal preencher e dar um golpe potencialmente decisivo na corrida do Grand Slam.

FAZER O BEM É UMA QUESTÃO DE TEMPO - ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO RN


 

Postado em 31 de janeiro de 2022. 

UMA CAMPANHA DA PREFEITURA MUNICIPAL DO ASSÚ/RN


Publicado em 31 de janeiro de 2022.


Taxa de mortalidade de doenças negligenciadas aumenta durante pandemia


A pandemia de covid-19 trouxe impactos para o atendimento em relação às doenças tropicais negligenciadas que passaram a registrar aumento da mortalidade, apesar da queda de internações.

Em 2020, a taxa de mortalidade para malária subiu 82,55%, apesar da queda de 29,3% nas internações. Doenças como a leishmaniose visceral e a leptospirose também registraram aumento de mortalidade de 32,64% e 38,98%, respectivamente. O número de internações por essas doenças diminuiu no período, com quedas de 32,87% e 43,59%.

Já a dengue registrou aumento de 29,51% nas internações e de 14,26% na taxa de mortalidade. Os dados fazem parte de um estudo dos pesquisadores Nikolas Lisboa Coda Dias e Stefan Oliveira, da Universidade Federal de Uberlândia; e Álvaro A. Faccini-Martínez, da Universidade de Córdoba.

Eles compararam os dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) durante os primeiros oito meses de 2020 com os valores médios do mesmo período dos anos de 2017 a 2019. Segundo os pesquisadores, a queda nas internações é consequência da pandemia e do medo das pessoas de procurarem assistência à saúde nesse período.

Na avaliação da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), houve aumento do número de casos dessas enfermidades durante a pandemia. “Houve redução dos casos notificados e aumento da letalidade”, disse à Agência Brasil o presidente da entidade, Júlio Croda.

 “Houve uma desassistência às pessoas que são acometidas por essas doenças e que, geralmente, são populações mais vulneráveis”, destacou.

Retrocesso

Na avaliação de Júlio Croda, o Brasil retrocedeu de dez a 20 anos no combate a essas doenças. Segundo ele, será necessário reconstruir os serviços de saúde já que todos os programas nacionais de controle para essas doenças sofreram algum impacto. Ele acredita ainda que a curva de redução de incidência que o país mantinha e de mortalidade associada a essas doenças tende a entrar em estabilidade até 2030.

“A gente perdeu uma década de combate a essas doenças, principalmente por conta da pandemia, da desassistência, da falta de diagnóstico e de um tratamento precoce”, avaliou o especialista.

Procurado pela Agência Brasil para comentar a afirmação de Croda, o Ministério da Saúde não respondeu até o fechamento da matéria.

Tuberculose

O presidente da SBMT afirmou que, depois de 15 anos, houve registro de redução das notificações de tuberculose em todo o mundo e crescimento do número de óbitos. “No Brasil, não foi diferente”. A tuberculose é a doença negligenciada responsável pelo maior número de mortes entre as populações mais vulneráveis, segundo Croda.

Relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), divulgado em outubro de 2021, relatou que os serviços de tuberculose estão entre os interrompidos pela pandemia de covid-19 em 2020. O impacto sobre essa doença foi particularmente grave e, em 2020, 1,5 milhão de pessoas morreram de tuberculose no mundo.

A OMS estima que 4,1 milhões de pessoas sofrem atualmente de tuberculose, mas não foram diagnosticadas com a doença ou não notificaram oficialmente às autoridades nacionais. Em 2019, o número de pessoas afetadas por tuberculose chegava a 2,9 milhões.

Doenças Negligenciadas

Mais de 1,7 bilhão de pessoas em todo o planeta sofrem com algum tipo de doença tropical negligenciada.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas somam um grupo diversificado de doenças transmissíveis que prevalecem em condições tropicais e subtropicais em 149 países, matam milhões de seres humanos e custam bilhões de dólares às economias em desenvolvimento a cada ano.

O Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, lembrado hoje (30), foi criado em 2019, por uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde. Este é o terceiro ano de celebração da data, em meio à pandemia da covid-19.

Em nota divulgada hoje, o coordenador de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Marcelo Wada, afirma que que a pasta vêm investindo na vigilância dessas doenças e implementando ações para que se alcance a eliminação ou controle desse grupo.

“Existem muitos desafios para a eliminação das DTNs, incluindo mudanças climáticas, ameaças zoonóticas e ambientais, emergentes em saúde pública. Vamos avançar nas estratégias para controlar essas doenças”, afirmou.

Doenças esquecidas

As chamadas doenças negligenciadas, ou esquecidas, são enfermidades infecciosas, muitas delas parasitárias, que afetam principalmente as populações mais pobres e com acesso limitado aos serviços de saúde, em especial pessoas que vivem em áreas rurais remotas e favelas.

Segundo a OMS, elas integram um grupo diversificado de 20 enfermidades prioritárias de origem parasitária, bacteriana, viral e fúngica. Causam dor e incapacidade, criando consequências sociais, econômicas e para a saúde duradouras para indivíduos e sociedades. Impedem as crianças de ir à escola e os adultos de ir  ao trabalho, prendendo as comunidades em ciclos de pobreza e desigualdade. As pessoas afetadas por deficiências causadas por essas doenças, muitas vezes sofrem estigma em suas comunidades, dificultando acesso aos cuidados necessários e levando ao isolamento social.

No Brasil, leishmaniose, tuberculose, doença de Chagas, malária, esquistossomose, hepatites, filariose linfática, dengue e hanseníase estão entre as principais doenças negligenciadas. Elas ocorrem em quase todo o território. Mais de 90% dos casos de malária ocorrem na Região Norte e há surtos de filariose linfática e oncocercose. As regiões Norte e Nordeste apresentam o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e concentram o maior número das DTNs.

Equidade

A comemoração deste ano do Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (DTNs) foi iniciada pela OMS no último dia 26, sob o tema “Alcançar a equidade em saúde para acabar com a negligência das doenças relacionadas à pobreza”. A instituição fez um apelo a seus membros para que se concentrem no fortalecimento das intervenções, visando promover serviços de saúde equitativos para todos.

Edição: Lílian Beraldo/AgenciaBrasil

Micro e pequenas empresas têm até segunda para aderirem ao Simples


As micro e pequenas empresas e os microempreendedores individuais (MEI) têm até amanhã (31) para pedirem a inclusão no Simples Nacional – regime especial de tributação para os negócios de pequeno porte. Apesar de o governo ter aprovado a prorrogação do prazo para quitar pendências até o fim de março, o prazo para pedir o enquadramento no regime especial não pode ser alterado, porque a data no último dia de janeiro é fixada por lei complementar.

Tradicionalmente, quem não pagou os débitos até 30 dias depois da notificação é retirado do Simples Nacional em 1º de janeiro de cada ano. As empresas excluídas, no entanto, têm até 31 de janeiro de cada ano para pedirem o regresso ao Simples Nacional, desde que resolvam as pendências – de cadastro ou de débitos em atraso.

Como medida de ajuda aos pequenos negócios afetados pela pandemia de covid-19, o Comitê Gestor do Simples Nacional decidiu prorrogar o prazo de regularização de pendências até 31 de março. Mesmo assim, o contribuinte precisa pedir a adesão no Portal do Simples Nacional.

O processo de regularização deve ser feito por meio do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte da Receita Federal (e-CAC), requerendo certificado digital ou código de acesso. O devedor pode pagar à vista, abater parte da dívida com créditos tributários (recursos que a empresa tem direito a receber do Fisco) ou parcelar os débitos em até cinco anos com o pagamento de juros e multa.

Caso o débito esteja inscrito em dívida ativa, a regularização deverá ser feita no Portal Regularize-se, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Pendências cadastrais podem ser resolvidas no Portal Redesim.

Histórico

Neste ano, o governo tomou duas medidas para compensar o veto à lei que criaria um programa especial de renegociação para os contribuintes do Simples. No último dia 11, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional criou dois programas para renegociar débitos do Simples inscritos na dívida ativa, quando o contribuinte é negativado e passa a ser cobrado na Justiça. Em 21 de janeiro, o Comitê Gestor do Simples aprovou o alongamento do prazo para resolver as pendências.

No último dia 7, o presidente Jair Bolsonaro vetou a renegociação de dívidas com o Simples Nacional. Na ocasião, o presidente alegou falta de medida de compensação (elevação de impostos ou corte de gastos) exigida pela Lei de Responsabilidade Fiscal e a proibição de concessão ou de vantagens em ano eleitoral.

O projeto vetado beneficiaria 16 milhões de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais. A renegociação da dívida ativa abrangerá um público menor: 1,8 milhão de contribuintes, dos quais 1,64 são micro e pequenas empresas e 160 mil são MEI.

Criado em 2007, o Simples Nacional é um regime tributário especial que reúne o pagamento de seis tributos federais, além do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado por estados e pelo Distrito Federal, e do Imposto Sobre Serviços (ISS), arrecadado pelos municípios. Em vez de pagar uma alíquota para cada tributo, o micro e pequeno empresário recolhe, numa única guia, um percentual sobre o faturamento que é repassado para os três níveis de governo. Somente as empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano podem optar pelo regime.

Edição: Lílian BeraldoaGENCIAbRASIL

AGRO: Projeção para safra e exportação de soja do Brasil recua por causa da seca, diz associação do setor


A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) reduziu em 4,2 milhões de toneladas sua projeção para a safra de soja do país em 2022, agora estimada em 135,8 milhões de toneladas e abaixo do recorde obtido na temporada anterior, em função da seca na região Sul.

Com isso, a perspectiva de exportação também diminuiu de 91,1 milhões de toneladas para 86,9 milhões, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira.

Já o esmagamento segue inalterado em 48 milhões de toneladas, acompanhado de aumento de 200 mil toneladas da exportação projetada para o farelo de soja para 18,3 milhões de toneladas, em meio a problemas climáticos no maior fornecedor global do subproduto, a Argentina, e ampla demanda no sudeste asiático. 

Saiba mais:

De animais imersos à falta de água para beber: entenda como o contraste climático afeta produtores rurais

Inflação no campo: Seca e chuva aumentam custos e devem pressionar preços dos alimentos em 2022

Produtores pedem ao governo medidas emergenciais para enfrentar seca e enchentes

 

AGRO: Custo de produção do frango sobe 19,8% em 2021, diz Embrapa


O Índice de Custos de Produção do frango de corte (ICPFrango) subiu 19,8% em 2021, segundo a Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O aumento foi puxado, principalmente, pelos gastos com nutrição, que tiveram alta de 16% no ano, movimento influenciado pela subida dos preços do milho e da soja, que são ração para as aves. As despesas com alimentação representaram 75,4% dos gastos do setor em 2021.

A pressão de custos também impactou a inflação do frango ao consumidor ao longo do ano passado, junto com aumento da demanda dos consumidores pela proteína, em detrimento da carne bovina, cujo preço disparou no mercado interno em 2020 e seguiu em alta em 2021.

O frango em pedaços, por exemplo, subiu 29,8% no ano passado e deve seguir em alta impulsionada por iguais motivos (saiba mais).

Já o Índice de Custo de Produção dos suínos (ICPSuíno) avançou 6,8% em 2021, impulsionado também pelos gastos com nutrição (+5,51%). O milho e o farelo de soja também compõem a alimentação de porcos. As despesas com nutrição representam 81% dos custos da suinocultura.

 

domingo, 30 de janeiro de 2022

Shoppings não exigem passaporte em Natal


Os shopping centers da cidade do Natal ainda seguem o que foi posto em decreto pela Prefeitura e não realizam  o controle de entrada de cada indivíduo nas suas dependências, mediante comprovação do esquema vacinal. Nesta quinta-feira (27), uma decisão judicial suspendeu o artigo três do decreto municipal  nº 12.428/2022, que liberava os estabelecimentos de cobrar o passaporte vacinal para entrada de seus clientes. Midway Mall, Partage Norte Shopping e Natal Shopping aguardam posicionamento municipal para adaptarem seus protocolos ou não. Locais como Praia Shopping, Cidade Jardim e Cidade Verde Shopping continuam sem a obrigação por serem ambientes abertos. A Prefeitura confirmou à reportagem da TRIBUNA DO NORTE que ainda não foi notificada judicialmente.

Com a decisão proferida pelo juiz Airton Pinheiro, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, volta a ser necessário a comprovação vacinal para entrada em bares, restaurantes e similares, com capacidade acima de 100 pessoas ou com ar condicionado, além de centros comerciais e shoppings. No entanto, ainda cabe recurso por parte da Prefeitura do Natal que tem prazo de 30 dias para contestar a decisão após análise da Procuradoria Geral do Município. Em nota, o Tribunal de Justiça do RN informou que o mandado de intimação foi expedido pela 1a Vara da Fazenda Pública de Natal na quinta-feira (27). A Central de Cumprimentos de Mandados do TJRN irá proceder a apresentação da intimação ao prefeito da capital.

O  pedido liminar pelo restabelecimento da exigência foi fruto de uma ação em conjunto entre o Ministério Público (MPRN) e a Defensoria Pública Estadual (DPERN). Os dois órgãos argumentaram que o Decreto Municipal nº 12.428/2022 criou condições reais para agravamento do cenário epidemiológico e da oferta dos serviços de saúde na região metropolitana, ao não adotar o passaporte vacinal e não proibir a realização de eventos de massa, públicos ou privados. O magistrado justificou na decisão que o decreto municipal legisla em sentido contrário ao do Estado “padecendo de vício de excesso de poder e incompetência”. Segundo o juiz, o fato de Natal se contrapor à determinação estadual representa “extrema gravidade e com potencial de gerar prejuízo à saúde pública, motivo pelo qual se faz possível a intervenção do Poder Judiciário”.

Na manhã dessa sexta-feira (28), a entrada no Midway se deu sem comprovação vacinal. No local, a estudante Vanessa Gomes comentou que pouco acompanha as noticias sobre a divergência nos decretos mas se posicionou a favor da cobrança. "Acredito que com o aumento dos casos, é algo que deveria ser exigido para se ter um melhor controle com os ambientes onde muitas pessoas circulam", disse. 

Na Zona Sul, o Natal Shopping também permaneceu com sua posição conforme o decreto municipal. Guilherme Augusto de 18 anos trabalha no shopping e sentiu essa mudança de perto. "Para mim, tudo tem seus dois lados da moeda. Sou a favor que todos se vacinem mas vejo que em relação ao passaporte muitas pessoas reclamam para os funcionários. Aqui, aonde chego sempre vejo as pessoas com máscara e cumprindo as medidas sanitárias. Na minha opinião, deveria ser cobrado em todos os lugares". 

Restaurantes continuam exigindo comprovação 

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE visitou dois restaurantes de grande movimento na cidade durante o horário de almoço e constatou que ambos continuam exigindo o passaporte vacinal para entrada de seus clientes. No Mangai de Lagoa Nova, o movimento era habitual e um funcionário realizava essa checagem para permitir a entrada no local. De acordo com a assessoria de imprensa do estabelecimento, a rede aguarda a posição e orientação da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) em relação a esse assunto.

Na Prudente de Moraes, a Churrascaria do Arnaldo Original também seguia o que foi determinado pelo decreto estadual. Segundo a proprietária Vilmara Almeida, o sentimento é de ser marionete para o poder público. "Está uma confusão e nós estamos como palhaços. Logo quando começamos a cobrar o passaporte vacinal, formavam filas aqui no restaurante e alguns clientes iam até embora. Muita gente se vacinou mas nem todo mundo quer ficar a todo tempo provando que o fez. Depois veio o decreto municipal e, como marionetes, fomos obedecer", relata. 

"Já nessa semana voltamos a pedir, paramos e voltamos novamente. Tudo isso gera muito custo, já estamos sofrendo há mais de dois anos e agora preciso contratar uma mão de obra para verificar o cartão de vacina. Eu sei que é importante mas, mais do que isso, o governo também deve ensinar as pessoas a lidar com as mudanças. Não adianta exigir o passaporte vacinal se alguém entra no meu estabelecimento doente. Quem garante? Infelizmente, são coisas que temos que aceitar senão somos multados", finaliza Vilmara. 

Serviço

Veja como os shopping tratam a questão do passaporte

Praia Shopping

O Praia Shopping reitera que por ser um shopping aberto e com ventilação de ar natural, não está fazendo a cobrança do passaporte vacinal. "Temos operações de bar, restaurantes e cinema que possuem espaços exclusivos e áreas fechadas, que de acordo com o decreto, devem retornar a cobrança do passaporte a partir de hoje (28)", pontuam em nota.

Segundo a assessoria do local, essas operações já estão devidamente orientadas e a divulgação através das redes sociais será reforçada para que os clientes que frequentam esses locais saibam que será necessário apresentar o esquema de vacinação, de acordo com o calendário divulgado pelas autoridades sanitárias. 

Cidade Jardim Shopping

O Cidade Jardim Shopping informou que até o momento não há reversão nos protocolos adotados. Em virtude de ser um ambiente com ventilação natural, o local não tem obrigação de exigir o passaporte vacinal mesmo conforme o decreto mais restritivo.

Midway Mall

De acordo com a assessoria de imprensa do local, o Midway Mall espera uma posição da Prefeitura do Natal para restabelecer ou não a exigência do comprovante vacinal.  O shopping comunicou que seguirá o Decreto Municipal nº 12.428/2022 em sua integralidade visto que o  artigo três, que libera os estabelecimentos dessa cobrança, ainda não foi revogado. 

Partage Norte Shoppin

Na zona Norte, o Partage Norte Shopping comunicou que continuará seguindo o  decreto municipal  nº 12.428/2022, que desobriga a exigência do passaporte vacinal. Através de sua assessoria de imprensa, o shopping pontuou que aguarda a posição do município do Natal em relação a decisão judicial expedida nessa quinta-feira (27) para rever seus protocolos.

Natal Shopping

O Natal Shopping informa que segue cumprindo o último decreto municipal até que haja a respectiva conclusão do trâmite jurídico que diz respeito a este assunto. O shopping reforça ainda que cumpre a exigência do uso de máscara em seu espaço, disponibiliza álcool em gel em diversos pontos e higieniza com rigor as áreas comuns. Os protocolos de limpeza do empreendimento são certificados pelo Grupo Bureau Veritas, líder mundial em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), com nota máxima na certificação do selo Safeguard.

Cidade Verde Shopping

O Shopping Cidade Verde, cujo ambiente é aberto, com circulação natural do ar (sem uso de ar-condicionado) informa que permanece exigindo o uso de máscaras para visitantes, lojistas e funcionários e que está adequado a todas as exigências do decreto estadual para este tipo de estabelecimento.

Por ser aberto, de acordo com o decreto estadual, não se enquadra entre os estabelecimentos para os quais há exigência de apresentação de passaporte vacinal. A direção do Shopping Cidade Verde reitera ser totalmente a favor da vacina e do completo cumprimento de todo o esquema vacinal pela população.

SAÚDE: Faltam 72 medicamentos na Unicat


A Central de Medicamentos do Estado (Unicat) enfrenta uma baixa significativa nos seus estoques. Ao todo, estão em falta 72 dos 185 medicamentos,  geralmente fornecidos tanto pelo governo estadual como o federal. Para quem procura e precisa desse serviço, a situação chega a ser desesperadora. No atendimento prestado, a Unicat não apresentou para os pacientes nenhum prazo para reposição e nem motivo para a falta. A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) informou que oito medicamentos devem ser recebidos até o final deste mês. Para os demais, a Sesap montou uma força-tarefa para agilizar os processos licitatórios.

Segundo o diretor técnico da Unicat, Thiago Vieira, o processo de licitação, em virtude da pandemia, tem atrasado bastante. “A maioria dos medicamentos são indexados ao dólar, muita variação cambial também  é um especilho porque existe um limite de preço de venda ao governo. A nova onda da pandemia tem afastado muitos funcionários dos laboratórios, o que impacta na produção e disponibilidade. Isso tudo é uma gota a mais nos prazos que correm sob uma licitação, que já é um procedimento demorado. O próprio Ministério da Saúde teve dificuldade em concluir processos licitatórios”, explica.

A Unicat informou que os medicamentos Sirolimo 1mg e 2mg, Golimumabe, Entacapona 200mg, Tafamidis, Tacrolimo 5mg, Cinacalcete 30mg, Paracalcitol tem previsão de entrega até o dia 31 de janeiro. Para o Alfaepoetina 4000UI, a assinatura do novo contrato é  prevista para até 31/01 com previsão contratual de entrega para 30 dias. Além disso, estimam que os processos referentes à Triptorrelina e Pancreatina devem ser concluídos até o final do mês de fevereiro. Contatado, o  Ministério da Saúde não respondeu aos questionamentos da reportagem  sobre o atraso na entrega de medicamentos até o fechamento da matéria.

“Estamos tentando enxugar o processo de licitação. Hoje, a grande dificuldade que encontramos  é conseguir fornecedores aptos porque os medicamentos que o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) disponibiliza não são medicamentos que um paciente vai encontrar em uma farmácia, são medicamentos de alto custo e valor agregado. Em virtude disso, você tem menos fornecedores. Fora que compramos um quantitativo muito grande, muitas vezes você não tem o fornecedor e você não tem a quantidade que você precisa para conseguir fechar a licitação. A Secretaria tem estudado algumas maneiras de enxugar o processo e montamos uma força-tarefa para alavancar esses processos de licitação, não somente para os medicamentos do CEAF mas também para abastecimento hospitalar”, ressalta o diretor.

Falta de medicamentos 

Alda Alves esteve cedo na unidade da Unicat no bairro do Tirol, zona Leste de Natal, para garantir o medicamento Alfapoetina 4000UI, necessário para o tratamento de saúde da sua mãe. No entanto, a notícia que recebeu durante  o atendimento preocupou a família: o remédio não estava disponível. “A medicação já está faltando há dias e ela não pode ficar sem porque, devido a uma cirurgia que ela fez relacionada a um câncer, os rins dela estão paralisados. A data que eu tinha anotado para pegar foi essa, 21 de janeiro, e me falaram que não tem previsão de chegar. Não explicaram o porquê. Minha mãe tem 70 anos e não pode ficar sem essa medicação”, relata.

Segundo Alda, seis ampolas de Alfapoetina 4000UI custam em torno de R$1500 e não é fácil de encontrar. Sua mãe precisa de doze ampolas mensais, com o medicamento sendo administrado dia sim, dia não. A medicação é indicada para tratamento de anemia em casos de insuficiência renal crônica. “O médico explicou que é como se fosse um hormônio que mantêm os rins funcionando. Quando sente essa falta da medicação, ela tem muita anemia e tem que ir para a urgência tomar sangue. Com esse medicamento, ela não precisa fazer hemodiálise mas é perigoso ficar sem o remédio. Eu não sei como vai ser, quanto tempo vai demorar, meu medo agora é esse, fiquei preocupada. A última vez que eu peguei ele foi em 23 de dezembro, menos de um mês. Não tem previsão agora e me informaram que eu tenho que ficar ligando”, diz, sobre o problema.

O mesmo aconteceu com Maria Eugênia da Silva que vem mensalmente de Lagoa das Pedras buscar dois medicamentos para sua mãe, dona Josefa. O primeiro, Leflunomida 20mg, estava disponível, mas a injeção Golimumabe 50 mg estava em falta pelo segundo mês seguido. Josefa sofre com artrite reumatoide, condição crônica e degenerativa que causa inflamação em todas as articulações do corpo.  Eugênia relatou que a falta do medicamento fez com que sua mãe entrasse em crise, impossibilitada de trabalhar e realizar tarefas básicas. 

“Diariamente, eu olho no site onde eles fazem a atualização e também duas vezes na semana ligo pra cá mas eles não dão previsão de nada e eu fico só no aguardo mesmo. Esse medicamento está na faixa dos R$4000, é uma injeção por mês. Não temos condição de comprar, ficamos no aguardo do sistema público mesmo. Faz dois meses e com o passar desse tempo ela vai só vai piorando, sentindo muita dor. A artrite é medida por uma taxa mas como não está recebendo a medicação completa, ela não consegue fazer coisas simples como lavar uma louça, não consegue ficar muito tempo em pé. Além da dor, ela diz que fica muito quente pela inflamação”, desabafa  Eugênia.

Defensoria Pública orienta população

As pessoas que necessitam de um dos medicamentos que estão em falta podem procurar o atendimento da Defensoria Pública do Estado (DPE). Segundo a instituição, dez atendimentos do tipo foram registrados nesse mês de janeiro. Todos foram encaminhados para abertura de processo na DPE e também na Defensoria Pública da União. 

Caso já tenham, devem levar a declaração de que o medicamento está em falta, além da receita e demais documentos pessoais. Outra opção consiste no programa SUS Mediado que busca mediar ações na área de saúde e conta com a parceria da Unicat. Em Natal, o programa funciona presencialmente nas terças, das 8h às 12h, na Unidade I, Av Senador Salgado Filho, 2868B, Lagoa Nova.

FIES: Renegociação beneficia 18,9 mil no Rio Grande do Norte


As novas medidas de renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem atender 18,9 mil contratos inadimplentes no Rio Grande do Norte. A soma da dívida dos estudantes potiguares pode chegar a R$ 637,1 milhões, segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Ainda de acordo com o FNDE, orgão ligado ao Ministério da Educação, os contratos inadimplentes estão abertos desde 2017. A MP definindo as regras de renegociação foi publicada no Diário Oficial  do último dia 12 de janeiro. Ministério da Economia publicou portaria para regulamentar o tema

A assessoria do Ministério da Educação informou que, nas próximas semanas, serão divulgados os procedimentos necessários para a renegociação das dívidas, assim como as explicações para que cada estudante saiba quais são suas possibilidades.

Além disso, apesar de estar em vigor, a MP ainda precisará ser aprovada em definitivo pelo Congresso Nacional em até 120 dias após o fim do recesso legislativo, que termina em fevereiro.

Dentre as principais propostas,  a MP aponta que, para  os contratos com parcelas atrasadas entre 90 e 360 dias, quem quitar a dívida integralmente terá até 12% de desconto sobre o saldo devedor, além de isenção de juros e multas. Outra possibilidade prevista é o parcelamento das dívidas em até 150 meses, também com isenção de juros e multas. 

Para os contratos em fase de amortização e com mais de 360 dias de atraso, estão previstos descontos de acordo com o perfil do contratante do Fies.

Os estudantes com mais de 360 dias de atraso que estão no Cadastro Único ou foram beneficiários do Auxílio Emergencial, têm desconto de 92% da dívida consolidada. Nos dois casos, os descontos valem para pagamento à vista ou quitação em dez parcelas mensais e sucessivas, com reajuste pela Selic.

O Fies é um programa do governo federal destinado à concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores não gratuitos. As inscrições ocorrem duas vezes por ano, antes do início das aulas em cada semestre. 

A medida provisória também trata da cobrança judicial dos débitos do Fies e define que as dívidas serão judicializadas somente com razoável certeza de recuperabilidade. A medida visa respeitar os critérios de racionalidade, economicidade e eficiência, para não onerar sobremaneira o Poder Judiciário.

União vai gastar R$ 500 milhões no Fies

O Ministério da Economia publicou sexta portaria que autoriza a integralização de cotas pela União, no valor de R$ 500 milhões, para o Fundo Garantidor do Fundo de Financiamento Estudantil (FG-Fies). O valor será utilizado para garantir o crédito do Fies, em caso de inadimplência do estudante.

Criado pela Lei do Novo Fies em 2017, o FG-Fies começou a funcionar em 2018. Essa legislação que criou delimitou um total de R$ 3 bilhões para a integralização de cotas do FG-Fies por parte da União. Além da União, a legislação também prevê o aumento do repasse de recursos para o FG-Fies pelas mantenedoras de instituições de ensino que aderirem ao programa.

A utilização dos recursos ocorre quando o estudante estiver inadimplente há mais de 360 dias. Assim que for efetuado o pagamento, o FG-Fies torna-se credor do contrato do financiamento estudantil.

Nesses casos, as regras adotadas pelo comitê gestor do Fies preveem a possibilidade de cobrança judicial dos contratos firmados até o segundo semestre de 2017, com dívida mínima de R$ 10 mil. Nos casos em que a dívida for inferior a R$ 10 mil, a cobrança ocorre por meo de processo administrativo. O devedor e os fiadores poderão ser acionados.

Em razão dos impactos econômicos e sociais da pandemia de covid-19, o governo federal publicou, no final do ano passado, uma medida provisória que estabelece regras para a renegociação de dívidas do Fies. A expectativa é que a iniciativa atenda pouco mais de 1 milhão de estudantes, que representam contratos no valor de R$ 35 bilhões.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), os números levam em conta o total de 2,6 milhões de contratos ativos do Fies, abertos até 2017, com saldo devedor de R$ 82,6 bilhões. Desse total, 48,8% (1,07 milhão) estão inadimplentes há mais de 360 dias. O texto que facilita o pagamento dos atrasados foi editado no último dia de 2021 e ainda precisa de um decreto regulamentador.

Dentre as principais propostas estão o parcelamento das dívidas em até 150 meses (12 anos e meio), com redução de 100% dos encargos moratórios e a concessão de 12% de desconto sobre o saldo devedor para o estudante que realizar a quitação integral da dívida. O desconto será de 92% da dívida consolidada, no caso dos estudantes que estão no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) ou foram beneficiários do auxílio emergencial. Para os demais estudantes, o desconto será de 86,5%.

Pelos números do MEC, os estudantes com contratos do Fies que estão no CadÚnico ou que receberam Auxílio Emergencial somam 548 mil contratos. Os demais estudantes inadimplentes somam outros 524,7 mil contratos de financiamento.

Dívidas são problema

Em novembro do ano passado, a TRIBUNA DO NORTE mostrou que, destinado ao financiamento da graduação de estudantes que não têm condições de pagar as mensalidades das faculdades da rede de ensino privado, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) acumulava uma taxa de inadimplência maior do que a de beneficiários em dia com os pagamentos no Rio Grande do Norte. Além disso,   o número de novos contratos no primeiro semestre de 2021 é o mais baixo dos últimos cinco anos no estado.

De acordo dados informações obtidas pela TRIBUNA DO NORTE, por meio da Lei de Acesso à Informação, o estado tinha 17.969 estudantes inadimplentes com o Fies, contra 15.449 em dia com os pagamentos. A quantidade dos débitos superava a da regularidade dos pagamentos em quase todos os estados, com exceção do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

O programa financia os estudos do beneficiário para que ele comece a pagar após a formatura. Após 90 dias de atraso, passam a ser considerados inadimplentes. Contudo, é nesse momento que surge a dor de cabeça se o recém-formado ainda não tiver ingressado no mercado de trabalho. Com a taxa de desemprego no Rio Grande do Norte está acima dos 15%, segundo dados do IBGE, muitos recém-formados não têm os recursos para quitar o financiamento. 

Joathan Alves, 32, passa por isso. Ele ingressou numa faculdade privada em 2014 quando conseguiu o financiamento. Com o diploma de licenciatura em história desde 2018, tem enfrentado dificuldades para manter os pagamentos em dia que devem se estender até 2032. “Vi no Fies a oportunidade para realizar o que queria, então decidi financiar pensando que conseguiria um emprego na área logo que concluísse o curso. Ao terminar o curso, acabei ficando desempregado e, mesmo assim, durante o ano e meio de carência após a conclusão, eu continuei pagando o valor da trimestralidade que era limitado a R$ 50. Quando começou a mensalidade,  em junho de 2019, continuava sem trabalhar e não consegui quitar o valor que era cobrado”, conta o jovem.

Ele só conseguiu retomar os pagamentos após um ano e meio, mas precisaria pagar um valor mínimo de R$ 1.000 para conseguir renegociar o restante do débito. “Porém, por continuar desempregado, acabei atrasando novamente e desde fevereiro estou sem pagar. Há pouco mais de 2 meses voltei a trabalhar, não na minha área, e tenho buscado juntar o necessário”, explica.

Para ele, o problema está na falta de emprego para o recém-formado. “Na época que fiz dava-se uma certa estrutura para conseguir pagar. Eu tinha até um ano e meio pra conseguir trabalho na área”, frisou.

Economia: Recomendação da PGE ameaça projetos


Uma recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE/RN) que estabelece critérios mais restritivos para a implementação de usinas e parques de energia eólica ameaça a liderança nacional do Rio Grande do Norte no segmento, segundo entidades representativas do setor. O despacho, assinado pelos procuradores do Estado Marjorie Madruga Alves Pinheiro e José Marcelo Ferreira Costa, propõe que novos empreendimentos apresentem Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para projetos acima de 10 megawatts (MW).

Especialistas da área e empresários do setor são unânimes em afirmar que a exigência aumentará a burocracia para aprovação de projetos e consequentemente provocará uma migração dos investimentos para estados vizinhos, que possuem legislações mais claras. No Ceará, por exemplo, só há exigência de estudos de impactos ambientais para projetos de energia acima de 150 MW. De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), os benefícios superam os impactos ambientais de forma significativa, uma vez que a energia eólica é limpa e renovável.

Com 6,460 gigawatts (GW) de potência instalada, o RN é o maior gerador de energia eólica do País e responde por 30,53% de toda a produção nacional. É justamente esse protagonismo que está ameaçado, segundo o diretor da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern), Roberto Serquiz. “Nós temos um potencial hoje em projetos em andamentos de 5,01 GW contratados, então nós podemos subir para mais de 11 GW e é isso que está ameaçado. É muito preocupante. Precisamos rever isso, do ponto de vista ambiental e também da segurança jurídica”, comenta o dirigente.

Serquiz acrescenta que o Rio Grande do Norte precisa criar um ambiente legislativo mais seguro para atrair investimentos e usufruir do próprio potencial. “Temos tudo para continuar na liderança, não só por ser líder, mas para o bem do Brasil. Somos autossuficientes e temos condições de expandir isso. O Rio Grande do Norte é impressionante na questão das condições naturais. Nós só temos empreendedores buscando hoje o RN porque é o lugar onde tem os melhores ventos e a melhor radiação solar”, diz Serquiz, que representa a Fiern no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conema).

A recomendação da PGE/RN foi editada porque o órgão vê “uma inconsistência “entre a regulamentação estadual do Conema e a resolução nacional do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A legislação do Rio Grande do Norte fixa os portes dos empreendimentos eólicos (e solares) em micro (até 5 MW); pequeno (de 5 a 15 MW); médio (de 15 a 45 MW); grande (de 45 a 135 MW); e excepcional (acima de 135 MW). No entanto, o Estado não faz distinção de eventual nível de degradação do meio ambiente e considera todos os empreendimentos eólicos como sendo de pequeno potencial poluidor, independentemente do porte.

Desta forma, os empreendimentos ficam liberados de apresentar o EIA/Rima ao órgão ambiental responsável que, no caso do RN, é o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Atualmente, é exigido somente o Relatório Ambiental Simplificado (RAS) porque os empreendimentos estão enquadrados como pequeno potencial poluidor.

O RAS

Diferentemente do RAS, o EIA é um estudo que aborda aspectos técnicos necessários exigido para atividades que possam causar grandes impactos ambientais. O estudo gera um relatório (Rima), que deve apresentar os impactos gerados, propostas de mitigação, além de aspectos de operação, sempre de forma clara, objetiva e adequada ao entendimento da população geral. O EIA/Rima também exige compensação ambiental de ordem financeira de até 0,5% do valor do investimento. Dependendo da complexidade da atividade, o processo pode durar até 120 dias.

“O EIA/Rima se diferencia do RAS no detalhamento, principalmente nas campanhas da fauna. Os empreendedores precisam colher informações da época da seca e da chuva, por isso demora um pouco mais. Se o estudo estiver completo, sem pendências, após a entrada no órgão, estimo em média 90 a 120 dias. Os mais complexos acabam tardando um pouco mais pela quantidade de dados e os mais simples até menos”, explica Kepler Brito, supervisor da área de energias renováveis do Idema.

No entendimento da PGE/RN, a legislação do Estado está em descompasso com a nacional. “A procuradoria é um órgão que faz a análise jurídica de legislações. Existe uma regra nacional e os estados podem regular a matéria, conforme as peculiaridades de cada Estado, mas sem afrontar a regra federal. Quando o RN resolveu fixar critérios para a questão da energia, tornou todos os equipamentos como de pequeno potencial. Isso colide com o critério federal que manda tornar iguais e desiguais. Uma coisa é um parque de 30 MW e outra coisa é um parque de 500 MW”, explica José Marcelo Ferreira Costa, procurador-chefe da Procuradoria do Patrimônio e da Defesa Ambiental.

Segundo o procurador, o limite de 10 MW não é algo definitivo. O despacho é uma medida de adequação ao regimento nacional para evitar problemas judiciais para o próprio Estado. “A Procuradoria não força os 10 megawatts. Esse é um critério que está na legislação federal, mas o Estado pode regulamentar. O que não pode é o Estado dizer que é tudo de baixo potencial. Talvez não seja a melhor comparação, mas não se pode tratar uma casa de praia como um hotel de grande porte”, complementa Costa.

Investidores temem ‘fuga’ de investimentos 

A recomendação da PGE representa um obstáculo para o desenvolvimento do setor, de acordo com Darlan Santos, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Ele cobra que a medida seja revista para evitar que empresas “fujam” para estados vizinhos. “O Rio Grande do Norte se coloca que quer atrair investimentos na área de energia renovável, respeitando todos os critérios ambientais e a legislação referente ao tipo de estudo ambiental, mas recai sob essa recomendação. De maneira muito brusca isso freia os investimentos, pondo em xeque a segurança jurídica para continuidade dos investimentos aqui no Estado”, diz ele.

A visão é reforçada por Gibran Dantas, diretor executivo da empresa Internacional Energias Renováveis (IER), que tem empreendimentos no RN, no Ceará e em Pernambuco. “A gente acredita muito nos órgãos responsáveis para que isso possa se desenrolar. O RN é um dos estados do Nordeste que tem a maior preocupação com a questão ambiental, os estudos do Idema são muito criteriosos. Acredito que essa recomendação vem mais para dificultar novos investimentos do que auxiliar a parte ambiental”, comenta o empresário.

O representante da IER destaca ainda, que apesar do potencial, o RN apresenta custos elevados de execução dos processos. “Aqui os custos chegam a ser cinco vezes mais altos do que em outros estados. E agora temos mais essa dificuldade em licenciar os empreendimentos. Tudo isso dificulta muito e faz com que os investidores busquem outros estados vizinhos como o Ceará”, afirma Dantas.

Expansão eólica

O Brasil registrou em 2021 a maior expansão da história em capacidade instalada para geração de energia eólica e o Rio Grande do Norte, o maior produtor desse tipo de energia no País, foi o Estado que mais contribuiu para catapultar o crescimento. Levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostra que foram instalados no País cerca de 3 gigawatts (GW) em energia eólica até novembro do ano passado, e que a participação potiguar nesse montante foi de 1,35 GW, ou seja, quase metade (44,19%). As informações foram divulgadas em dezembro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com adição dos 3 GW, a potência instalada da “energia dos ventos” no País alcançou 20,1 GW, o que representa participação de 11,11% das eólicas na matriz energética brasileira. Em 2014, quando foi alcançado o recorde anterior, 2,7 GW foram liberados para operação comercial no País. De acordo com a Aneel, o destaque da geração eólica para a produção de eletricidade fica com a região Nordeste, que sozinha responde por cerca de 90% da capacidade instalada.

Governo vai disciplinar implementação de parques

De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), o Governo do RN corre para regulamentar critérios para implementação de parques eólicos a partir da recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE). As discussões acontecem com representantes do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), empreendedores do segmento e outros interessados no tema. Fontes ligadas ao governo, ouvidas pela TRIBUNA DO NORTE, informaram que a tendência é de que o Estado regulamente o limite de 150 MW.

Ainda não há prazo para que o Governo se manifeste, mas, segundo o titular da Sedec, Jaime Calado, o processo será feito “o mais rápido possível”. “Os estudos estão muito avançados, o Idema vai apresentar uma solução mais atualizada porque isso foi baseado numa legislação antiga e a tecnologia tem avançado numa velocidade surpreendentemente rápida e é preciso que se faça uma adequação na legislação. Muito brevemente nós teremos uma lei que seja compatível com a preservação do meio ambiente e ao mesmo tempo contemple a agilidade que as empresas precisam”, conta.

O Governo também reconhece o risco de perda de novos investimentos e por esse motivo busca celeridade no processo para estabelecer critérios. “É do nosso interesse. Mas não depende apenas da gente a aprovação. Envolve uma série de órgãos. Não é o governo que regulamenta isso sozinho. O que a procuradoria fez, ao pé da letra, foi exigir uma legislação porque a que existe é realmente muito antiga e não acompanhou a evolução da tecnologia. Estamos buscando essa solução o mais rápido possível”, afirma Jaime Calado.

Para se ter uma ideia da importância do segmento de energia eólica para o RN, a estimativa é de que somente no ano passado o Estado tenha alcançado R$ 13 bilhões em investimentos em novos contratos de geração de energia eólica, segundo a Sedec. Nos seis primeiros meses de 2021, o Governo do Estado captou R$ 5,35 bilhões em investimentos contratados para a energia eólica no Rio Grande do Norte. Este valor representa 64% do total contratado em 2020 – cerca de R$ 8,3 bilhões. Com 222 parques em atividade, o RN também é líder nacional nesse quesito.

Esse potencial ainda deve elevar quando houver a produção de energia eólica offshore (no mar). O Governo do Estado já assinou memorando com a dinamarquesa Copenhagen Infrastructure Partners (CIP/COP) para o desenvolvimento do projeto Alísios Potiguares, que prevê a geração de 1,8 gigawatts de energia eólica offshore e a produção de hidrogênio verde. A capacidade do RN em produção de energia eólica no mar é de 140 GW, equivalentes a 10 hidrelétricas de Itaipu.