quarta-feira, 31 de março de 202107:12Nelson DantasComentários
O Rio Grande do Norte
superou a marca de 195 mil casos confirmados de Covid-19 nesta terça-feira
(30) - são 195.285, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de
Estado da Saúde Pública (Sesap). A doença vitimou 4.474 pessoas no estado.
Outros 962 óbitos estão sob investigação.
No comparativo com o boletim de
segunda-feira (30), são 47 mortes a mais, sendo 15
ocorridas nas últimas 24 horas - em Natal (7), Mossoró (1), Parnamirim
(3), Santa Cruz (1), São Gonçalo do Amarante (1), Serra do Mel (1) e Serrinha
(1).
O número de pessoas internadas
por causa da Covid-19 no RN caiu de 1.045 para 1.032, sendo 645 na rede pública
e 387 na privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e
UTIs) é de 87,6% na rede pública e continua em 100% na rede
privada. Só nos leitos críticos, os internados são 610.
O estado tem ainda 71.110
casos suspeitos da doença e outros 411.020 descartados. O número de
confirmados recuperados segue em 142.776, e o de inconclusivos, tratados como
"Síndrome Gripal não especificada", está em 112.948.
O boletim aponta também
que 441.951 testes de Covid-19 foram realizados no estado até o momento,
sendo 237.296 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 204.655 sorológicos.
O Brasil bateu um novo recorde
com 3.668 mortes por Covid registradas nas últimas
24 horas e totalizou nesta terça-feira (30) 317.936 óbitos. Com isso, a
média móvel de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.728, nova pior marca no índice
pelo 5º dia consecutivo. Em comparação à média de 14 dias
atrás, a variação foi de +34%, indicando tendência de alta nos óbitos pela doença.
É o que mostra novo
levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia
de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde,
consolidados às 20h de terça.
A um dia
do fim do mês, março já tem quase o dobro de mortes por Covid registradas em
julho de 2020, que era o pior mês da pandemia --até ser
superado pelo mês atual. De acordo com dados do consórcio de
veículos de imprensa, julho teve 32.912 óbitos pela doença. Até aqui, foram
registradas. Dezessete estados e o Distrito Federal estão
com alta nas mortes: ES, MG,
RJ, SP, DF, GO, MS, MT, AP, TO, AL, CE, MA, PB, PE, PI, RN e SE.
Brasil, 30 de março
Total de mortes: 317.936
Registro de mortes em 24
horas: 3.668
Média de novas mortes nos
últimos 7 dias: 2.728 (variação em 14 dias: +34%)
Total de casos confirmados: 12.664.058
Registro de casos confirmados
em 24 horas: 86.704
Média de novos casos nos
últimos 7 dias: 75.340 por dia (variação em 14 dias: +7%)
terça-feira, 30 de março de 202107:06Nelson DantasComentários
Os 160 cilindros de oxigênio medicinal enviados pelo Ministério da Saúde
para auxiliar no abastecimento das unidades de saúde do Rio Grande do Norte
começaram a ser distribuídos para os municípios neste domingo (28). (Veja lista de
municípios no fim).
A carga com o insumo desembarcou no estado no sábado (27). A governadora Fátima
Bezerra (PT) solicitou em caráter emergencial a entrega de 450 cilindros ao
Ministério da Saúde para lutar contra o desabastecimento após o aumento de
internações por Covid-19 e a pressão nos leitos de críticos.
Os cilindros estão sendo distribuídos para os
hospitais polos espalhados nas oito regionais de saúde e em seguida serão
retirados pelos 50 municípios potiguares que se encontram com dificuldade de
abastecimento.
Quando os cilindros secarem, os municípios levarão
para serem reabastecidos nos hospitais polos, conforme contrato realizado com a
White Martins. “O reabastecimento desses cilindros ficará por conta do governo
do Estado através de um aditivo contratual que foi firmado para que a gente
pudesse dar esse suporte aos municípios", informou Maura Sobreira,
secretária adjunta da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap).
Os cilindros são destinados aos municípios, porque,
segundo o governo do RN, as unidades de saúde da rede estadual seguem com o
abastecimento normal, conforme planejamento realizado desde o início da
pandemia. Recentemente, houve um acréscimo de 25% no volume do produto
fornecido pela empresa White Martins após o Poder Executivo acionar a Justiça.
O governo do RN oficializou ao Ministério da Saúde
também a necessidade do envio de novos cilindros para atender as necessidades
dos municípios. “Também solicitamos mais 300 concentradores e a instalação de
mais 10 usinas de produção de oxigênio no Rio Grande do Norte”, disse a
governadora Fátima Bezerra.
Com a chegada de mais cilindros, segundo o governo
do RN, os municípios que enviaram a solicitação posteriormente serão incluídos
na rota para receber o insumo.
O RN já havia recebido 70 concentradores de
oxigênio enviados pelo Projeto Gratidão de Manaus (AM), em um gesto de
agradecimento aos pacientes recebidos por outros estados, entre eles o RN,
quando a rede de saúde do Amazonas entrou colapso, no início do ano. Os
concentradores são versões menores que os cilindros de oxigênio comprimido
recebidos hoje e podem ser transportados pelo paciente durante o tratamento.
Municípios contemplados neste
momento:
Polo de abastecimento: Hospital
Regional Alfredo Mesquita (Macaíba)
Parnamirim
Macaíba
Extremoz
Polo de abastecimento Hospital
Monsenhor Antônio Barros (São José de Mipibu)
Goianinha
Lagoa D'anta
Santo Antônio
Baía Formosa
São José de Mipibu
Lagoa de Pedras
Polo de abastecimento Hospital Rafael
Fernandes (Mossoró)
Grossos
Felipe Guerra
Areia Branca
Polo de abastecimento Hospital Josefa
Alves Godeiro (João Câmara)
Macau
Pedra Preta
Poço Branco
Pureza
Riachuelo
Touros
Caiçara do Rio dos Ventos
Ceará-Mirim
Galinhos
Guamaré
Polo de abastecimento Hospital Telecila
Freitas Fontes (Caicó)
Bodó
Caicó
Cerro Corá
Cruzeta
Currais Novos
Florânia
Ipueira
Jardim do Seridó
Lagoa Nova
Parelhas
São João do Sabugi
São José do Seridó
São Vicente
Serra Negra do Norte
Tenente Laurentino Cruz
Polo de abastecimento Hospital Regional
Monsenhor Expedito (São Paulo do Potengi)
Ruy Barbosa
Santa Cruz
São José do Campestre
Polo de abastecimento Hospital Regional
Aguinaldo Pereira (Caraúbas)
Almino Afonso
Encanto
Taboleiro Grande
Venha Ver
Polo de abastecimento Hospital Regional
Nelson Inácio dos Santos (Assú)
O governo do Rio Grande do
Norte emitiu nota técnica nesta segunda-feira em que autoriza a retomada
de treinos de todos os clubes que disputam o Campeonato Potiguar 2021. Cinco
dias atrás, ABC e
América-RN já haviam sido liberados para atividades por estarem
representando o estado em competições regionais e nacionais, o que causou
indignação das outras equipes. Os jogos seguem proibidos, pelo menos, até
sexta-feira.
Assu, Força e Luz, Globo FC,
Palmeira, Potiguar e Santa Cruz de Natal, que estavam sem permissão para
treinar, agora foram liberados.
O promotor de justiça Luiz
Eduardo Marinho, que atua na implementação do Estatuto do Torcedor no Rio
Grande do Norte, teve o papel
de intermediar um possível acordo entre a FNF e o governo do estado para a
retomada da competição, que, inicialmente, foi suspensa por conta do
decreto que estabeleceu medidas mais rígidas de isolamento social em todo o RN
no período de 20
de março a 2 de abril. Nesta segunda-feira, o promotor concedeu
entrevista ao Bom Dia RN e afirmou acreditar em um consenso (veja abaixo), com
a reversão do cancelamento e implantação de novas medidas sanitárias.
A campanha nacional de
vacinação contra a Covid-19 deve
receber em abril ao menos 27 milhões de doses da CoronaVac e da vacina de
Oxford, de acordo com dados dos institutos responsáveis pela fabricação. A
previsão considera apenas o que pode ser entregue com matéria-prima que já foi
importada, ou seja, a entrega dessas doses não depende da chegada de novos
lotes do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).
A deputada federal Flávia Arruda (PL-DF),
que vai assumir a Secretaria de Governo da Presidência da República, credita a
escolha para o cargo por seu trabalho à frente da presidência da Comissão do
Orçamento, diz que tem perfil moderado e interlocução com todos na Casa.
“Meu perfil é do diálogo,
tenho interlocução com todos. Vamos diminuir as tensões”, disse a deputada.
Flávia afirmou que ainda vai
tomar pé da situação do ministério.
A escolha da ministra atende
ao centrão, já que ela é um nome do PL, comandado por Valdemar da Costa Neto, e
tem o apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira.
segunda-feira, 29 de março de 202115:09Nelson DantasComentários
A vereadora Lucianny Guerra,
do Republicanos/Assú, voltou a cobrar da Gestão Pública municipal de Assú, a
valorização e reconhecimento dos profissionais da Saúde Pública do Município.
O fato aconteceu durante sua participação
no programa Discussão Aberta, da 89FM/Assu, apresentado por Adailton Amorim,
neste sábado (27).
De acordo com Lucianny Guerra,
a Gestão vem deixando de cumprir com os direitos básicos dos trabalhadores da Saúde,
como por exemplo os 40% (quarente por cento) de insalubridade, atualização do
Plano de Cargos, Carreiras Salários – atualização, reajuste anual,
regularização do Plano – que são direitos dos que atuam na chama Linha de
Frente e de todos os trabalhadores da Saúde.
Vale salientar que esses profissionais,
“linha de frente”, estão trabalhando, em alguns casos, além da carga horária
normal e sem receber nenhum incentivo complementar aos seus vencimentos normais,
nem mesmo horas extras como manda a legislação trabalhistas.
A título de sugestão, a
vereadora propôs a criação de gratificação, como forma de motivar esses
profissionais tão valiosos, especialmente durante a pandemia.
Ainda segundo Lucianny Guerra,
falta apoio direto ao secretário de Saúde e seus auxiliares por parte do gestor
maior, o prefeito municipal. “Não se pode largar tudo nas mãos do secretário,
abandonar o Município e fingir que está tudo bem, quando se sabe que na prática
não tem autonomia para tomar todas as decisões cabíveis e necessárias”,
completou a vereadora.
Nossa reportagem ouviu alguns
servidores e pessoas ligadas aos mesmos que confirmaram tudo o que está na
matéria, citando inclusive que algumas dessas pessoas saem para trabalhar no
extremo de seus limites, chegam até mesmo às lagrimas e ao retornam exaustas e estressadas,
sem ânimo até mesmo as refeições. É cruel.
O ministro das Relações
Exteriores, Ernesto
Araújo, pediu demissão do cargo nesta segunda-feira (29).
A informação ainda não foi
confirmada pelo governo oficialmente. A TV Globo apurou que Ernesto avisou da
decisão de deixar o ministério a seus assessores próximos e apresentou o pedido
para o presidente Jair Bolsonaro. O pedido ocorre após pressão de
parlamentares, inclusive dos presidentes da Câmara, Arthur
Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo
Pacheco (DEM-MG).
Ernesto adotou em sua gestão
os mesmos princípios da política externa do ex-presidente norte-americano
Donald Trump. Essa postura gerou atritos com importantes parceiros comerciais,
como a China, principal destino das exportações brasileiras, além de maior
produtor de insumos para vacinas no mundo.
O agora ex-ministro fazia
parte da ala
ideológica do governo, conhecida por priorizar em sua atuação a
defesa das ideias mais típicas do bolsonarismo.
O meganavio que encalhou
e bloqueou o Canal de Suez há quase uma semana voltou a navegar por
volta das 10h30 desta segunda-feira (29) na principal ligação marítima entre a
Ásia e a Europa, por onde passam cerca de 12% de todo o comércio global.
Mais cedo, a Autoridade do
Canal de Suez (SCA, na sigla em inglês) havia informado que o Ever Given tinha
sido "reflutuado com sucesso" e que "com toda a certeza, o
trabalho estará concluído muito em breve".
A
administradora do canal afirmou também que "a navegação será retomada
imediatamente após a restauração completa da direção da embarcação" e
que o Ever Given será encaminhado à área de espera de Bitter Lakes "para
inspeção técnica".
quinta-feira, 25 de março de 202110:43Nelson DantasComentários
Em
sua participação no programa Café com Notícias, da 89FM, através de áudio, a
vereadora do Republicanos/Assú, Lucianny Guerra, cobrou mais agilidade no
processo vacinal do município de Assú.
Segundo
a vereadora e como mostra o RN+Vacina, ou Vacinômetro, o Município de Assú havia
recebido até a última terça-feira (23/03), 4.113 doses, das quais tinha
aplicado 3.085.
Já
na quarta-feira, dia 24, o Município voltou a receber mais 1.790 novas doses e
aplicou, nas últimas 24 horas, apenas 264 doses.
De
acordo com Lucianny, que faz uma alerta à Gestão municipal, se faz necessário
criar uma estratégia rápida e eficiente para avançar, o mais rapidamente
possível, com a vacinação.
A
vereadora também aponta alguns gargalos que precisam ser vencidos, como por
exemplo a colaboração da Gestão no tocante ao cadastramento, especialmente
na Zona Rural, bem como o uso de um “veículo volante” para a vacinação dos
acamados, dentre outros.
Ainda,
conforme Lucianny Guerra, há relatos de aglomerações de usuários no Posto
Central, onde são distribuídas fichas, em fila única, bem como de que o horário
para aplicação das vacinas se limita das 08:00 às 11:00 horas da manhã e apena
nos dias úteis.
Diante do cenário de
incertezas econômicas que o país atravessa por causa da pandemia, o Rio Grande do Norte registrou a abertura de 4.819 novas
empresas na categoria de Microempreendedor Individual (MEI) nos
dois primeiros meses deste ano. O crescimento é de
36,2% no comparativo com o mesmo período em 2020. Os dados foram
divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Sebrae-RN, com base em informações da
Receita Federal.
Em 2020,
foram 3.536 empresas registradas durante os meses de janeiro e
fevereiro. Portanto, o acréscimo foi de 1.283
negócios no primeiro bimestre de 2021.
"O crescimento do número
de formalizações prossegue como uma tônica da dinâmica do mercado frente à taxa
de desemprego e as novas oportunidades que toda crise também oferece",
conta o gerente do escritório metropolitano do Sebrae-RN, Thales Medeiros.
No total, o estado alcançou a
marca de 146.265 microempresas inscritas nessa categoria.
O gerente do Sebrae destaca
que houve um aumento na procura por orientação nas áreas de planejamento e
mercado. Em outro estágio, muitas pessoas buscam a formalização para ter acesso
a crédito. "Isso demanda orientações específicas, já que o tempo de
atuação de uma empresa no mercado é um dos itens de avaliação de acesso ao
crédito bancário", explica.
Mais sobre o MEI
A opção de abrir uma empresa
na categoria de MEI tem muito a ver com as facilidades e benefícios que essa
figura jurídica proporciona para quem começa a empreender. A principal delas é
que a carga tributária é menor em comparação com as demais categorias do
Simples Nacional, as microempresas, cujo faturamento anual bruto vai até R$ 360
mil, e empresas de pequeno porte, cujo limite de faturamento anual gira na
faixa entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões.
O MEI
paga apenas um valor fixo mensal, que varia entre R$ 55,39 (comércio e
indústria) e R$ 59,39 (prestação de serviços) e ainda o
empreendedor recebe seguridade social e benefícios, como aposentadoria, auxílio
maternidade e auxílio doença.
O registro garante um número
no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e, com isso, a possibilidade
de emitir nota fiscal, participar de licitações públicas e contratar até um
empregado com carteira assinada. O programa, entretanto, exige obrigações e uma
delas é a entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), que na
verdade é uma espécie de comprovação para a Receita Federal de quanto o negócio
faturou no ano anterior e se não extrapolou o teto definido para essa
categoria.
O prazo para entrega dessa
declaração vai até o último dia útil de maio. Para declarar, basta entrar
no Portal do Empreendedor.
Para fazer a declaração, basta clicar em "Já sou MEI” e selecionar a opção
“Declaração Anual de Faturamento” e acessar por meio do CNPJ. Vale salientar
que mesmo quem está inadimplente com o pagamento do boleto mensal precisa fazer
a declaração.
O Rio Grande do Norte tem
188.428 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. Foram registradas 4.249
mortes provocadas pela doença no estado, de acordo com o boletim epidemiológico
da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quarta-feira (24).
Outros 918 óbitos estão sob investigação.
No comparativo com o boletim de
terça-feira (23), são 40 mortes a mais, sendo 11 ocorridas nas
últimas 24 horas em Natal (4), Mossoró (2), Serra negra do Norte (1),
Santa Maria (1), São Paulo do Potengi (1), Janduís (1) e Santa Cruz (1).
Atualmente, 1.095 pessoas
estão internadas por causa da Covid-19 no RN, sendo 673 na rede pública e 422
na privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de
90,6% na rede pública e continua em 100% na rede privada. Só nos leitos
críticos, os internados são 603.
O estado tem ainda 67.408
casos suspeitos da doença e outros 400.357 descartados. O número de
confirmados recuperados segue em 138.506, e o de inconclusivos, tratados como
"Síndrome Gripal não especificada", está em 112.950.
A Sesap informa que 430.317
testes de Covid-19 foram realizados no estado até o momento, sendo 229.952
RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 200.365 sorológicos.
A Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa)
recebeu nesta quarta-feira (24) o pedido de uso emergencial da vacina
contra a Covid-19 da farmacêutica Janssen, empresa do grupo Johnson &
Johnson.
A agência informou que iniciou
a triagem dos documentos enviados pela companhia, processo que ocorrerá durante
as próximas 24 horas. Caso esteja faltando algum dado importante, a agência
poderá pedir informações diretamente ao laboratório.
"A meta da Agência é
fazer a análise do uso emergencial em até sete dias úteis, descontando eventual
tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas
pelo laboratório", informou a Anvisa em nota divulgada nesta quarta-feira.
No dia em que bateu a triste
marca de 300
mil mortes por Covid-19, o Brasil volta a registrar um número que chama
atenção para o ritmo acelerado no contágio pela doença. Foram 90.504 novos casos confirmados nesta quarta-feira (24)o segundo maior registro em um dia até aqui --atrás
apenas do anotado no dia 17/3, quando chegou a 90.830. Com isso, desde o começo
da pandemia 12.227.179 brasileiros já tiveram ou
têm o novo coronavírus. A média móvel nos últimos 7 dias foi
de 75.250 novos diagnósticos por dia.
Isso representa uma variação de +8% em
relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de estabilidade nos diagnósticos.
(Correção:
O G1 errou ao informar que o país havia registrado recorde no número
de novos casos de Covid. O registro desta quarta foi o segundo maior da série
histórica. A correção foi feita às 20h15.)
É o que mostra novo
levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia
de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde,
consolidados às 20h de quarta.
O Brasil registrou 2.244 mortes pela
Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando nesta quarta-feira (24) 301.087
óbitos desde o início da pandemia. A média móvel
de mortes no país nos últimos 7 dias chegou a 2.279.Em comparação à média de
14 dias atrás, a variação foi de +34%,
indicando tendência de alta nos óbitos
pela doença.
quarta-feira, 24 de março de 202107:07Nelson DantasComentários
O Rio Grande do Norte
registrou 186.841 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. A doença
vitimou 4.209 pessoas no estado. Outros 901 óbitos estão sob investigação. Os
dados estão no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública
(Sesap) desta terça-feira (23).
Em relação ao boletim de
segunda-feira (22), são 41 mortes a mais, sendo 12 ocorridas
nas últimas 24 horas em Natal (5), Parnamirim (2), Assú (1), Santa Maria
(1), São José do Campestre (1), São Tomé (1) e Cabedelo-PB (1).
O número de internados por
causa da Covid no estado subiu e chegou a 1.102.
São 661 pacientes na rede
pública e 441 na privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos
(semi-intensivo e UTIs) é de 92,3% na rede pública e continua em 100% na
rede privada. Só nos leitos críticos, os internados são 598.
O RN tem ainda 65.157
casos suspeitos da doença e outros 397.629 descartados. O número
de confirmados recuperados segue em 138.506, e o de inconclusivos,
tratados como "Síndrome Gripal não especificada", está em 112.950.
O boletim da Sesap aponta
ainda que 428.548 testes de Covid-19 foram realizados no estado até o momento,
sendo 229.122 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 199.426 sorológicos.
O presidente Jair
Bolsonaro se reunirá na manhã desta quarta-feira (24) com
chefes de poderes, ministros e governadores para discutir medidas de combate à
pandemia.
Segundo a Organização Mundial
de Saúde (OMS),
que vê com "grande
preocupação" a situação do Brasil, o país é o segundo em
maior número mortes, atrás somente dos Estados Unidos.
Segundo o consórcio de
veículos de imprensa, com base em dados fornecidos pelas secretarias estaduais
de Saúde, 6,04% da população do país foi vacinada até as 20h21
desta terça-feira, o que representa 17,1 milhões de doses aplicadas.
Ainda segundo o consórcio,
12,7 milhões de pessoas receberam a primeira dose, e 4,3 milhões, a segunda
dose até agora.
Conforme o Planalto, o
encontro desta quarta tem como objetivo "fortalecer o ambiente de união
nacional para prevenção e combate ao vírus da Covid-19, além de ser um espaço
para discussão de ações institucionais conjuntas".
O encontro está marcado para
as 8h no Palácio do Alvorada. Segundo a Presidência, são aguardadas na
residência oficial da Presidência da República as seguintes autoridades:
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que todos
estados e cidades classificados em "alerta crítico" por causa da
lotação de leitos de UTI para tratamentos de Covid-19 devem
restringir todas as atividades não essenciais por 14 dias. Com exceção para
Amazonas e Roraima, todos os estados do Brasil e o Distrito Federal estão na
classificação de "alerta crítico".A recomendação foi divulgada nesta
terça-feira (23) no "Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19
Fiocruz".
Além de sugerir a restrição
das atividades para buscar a "redução de cerca de 40% da
transmissão", os especialistas pedem o uso obrigatório de máscaras por
pelo menos 80% da população.
"Desde o início do mês de
março, o país assiste a um quadro que denota o colapso do sistema de saúde no
Brasil para o atendimento de pacientes que requerem cuidados complexos para a
Covid-19. (...) Este colapso não foi produzido em março de 2021, mas ao longo
de vários meses, refletindo os modos de organização para o enfrentamento da
pandemia no país, nos estados e nos municípios" - Boletim da Fiocruz
Ocupação de UTIs
A Fiocruz aponta que as taxas
de ocupação de leitos de UTI Covid-19 no SUS, verificados na segunda-feira (22)
"continuam indicando um quadro extremamente crítico".
" Na região Norte,
a saída do Amazonas da zona crítica para a de alerta intermediário, agora com
uma taxa de 79%. Em contraponto, alerta para a piora do quadro na região
Sudeste: na última semana, em Minas Gerais, a taxa cresceu de 85% para 93%; no Espírito
Santo, de 89% para 94%; no Rio de Janeiro, de 79% para 85%; e em São Paulo, de
89% para 92%. A região Sul e a Centro-Oeste mantiveram taxas superiores a 96%.
Piauí (96%), Ceará (97%), Rio Grande do Norte (96%) e Pernambuco (97%)
destacaram-se com as piores taxas na região Nordeste." - Boletim da
Fiocruz
terça-feira, 23 de março de 202107:15Nelson DantasComentários
A Secretaria de Estado da
Saúde Pública (Sesap) começou a distribuição do novo carregamento de vacinas
contra a Covid-19, recebido no fim de semana, na tarde desta segunda-feira
(22). A ação começou por volta das 13h.
O estado recebeu 81,7 mil
doses de imunizante - 16,5 mil da Oxford/AstraZeneca e 65,2 mil vacinas da
CoronaVac - na tarde de sábado (20).
"A gente espera que, com
essa quantidade liberada agora, a gente consiga atingir a meta da população
alvo específica e a gente consigo avançar para as faixas mais jovens. Depois
dessa distribuição, ainda vão ficar 26,5 mil doses. A partir da próxima semana,
vamos liberar cerca de cerca de 20 mil para segunda dose e vão ficar cerca de 5
mil para reserva técnica", afirmou Thiago Vieira, diretor técnico Unicat.
De acordo com a Sesap, as
vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde deverão ter como foco a ampliação da
imunização de todos os trabalhadores da saúde, quilombolas, indígenas e
previsão de iniciar a vacinação da população de rua.
Também deverá ser mantida,
pelos municípios, a vacinação de idosos, ampliando a faixa de idade para 74 e
73 anos, de acordo com o plano de operação organizado em cada cidade.
Embora o estado já tenha
recebido mais de 400 mil doses, o sistema RN Mais Vacina só registrou 171.456
potiguares imunizados. Segundo o governo, o motivo do número reduzido é a
demora dos municípios para registrar os dados no sistema.
O Rio Grande do Norte
ultrapassou a marca de 185 mil casos de Covid-19 desde o início da pandemia -
são 185.208, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da
Saúde Pública (Sesap) desta segunda-feira (22). A doença vitimou 4.168 pessoas
no estado e outros 888 óbitos estão sob investigação.
O número de internados por
causa da Covid no estado atingiu novo recorde: 1.072.
São 644 pacientes na rede
pública e 428 na privada. A taxa de ocupação dos leitos críticos
(semi-intensivo e UTIs) é de 91,3% na rede pública e segue em 100% na rede
privada. Só nos leitos críticos, os internados são 592.
O RN tem ainda 63.198
casos suspeitos da doença e outros 395.021 descartados. O número
de confirmados recuperados continua em 138.506, e o de inconclusivos,
tratados como "Síndrome Gripal não especificada", está em 112.950.
A Sesap não atualizou o número
de testes de Covid-19 realizados no estados - foram 426.171 testes até o
momento, sendo 227.608 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 198.563
sorológicos.
Apesar de uma queda de 1,52%
na inflação de fevereiro comparado a janeiro deste ano, o preço do arroz
continua pesando no bolso do consumidor, já que o produto teve alta de quase
70% nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA).
O IPCA é o índice que mede a
inflação oficial no país.
Os motivos para o arroz ter
ficado mais caro foram:
Com o início da pandemia em
março, mais gente ficou em casa, o que aumentou o consumo do arroz
pela população.
A alta do dólar fez
o mercado de exportação se tornar mais atrativo aos produtores. Com
isso a oferta no Brasil diminuiu, o que acabou elevando os preços.
Do outro lado, os custos
nas lavouras foram subindo, puxados principalmente pelos fertilizantes.
Em fevereiro, já com uma menos
gente procurando pelo produto, com mais importações e o arroz estando em plena
safra, os valores começam a cair lentamente nas prateleiras dos supermercados.
Analistas entrevistados pelo G1 dizem
que vai demorar para os consumidores voltarem a pagar o mesmo de antes a
pandemia.
Veja em detalhes do que tem
impactado o preço do arroz:
Por que o preço subiu?
Para entender o motivo do
arroz ter disparado entre 2020 e 2021 é preciso olhar para o início da
pandemia, segundo o professor da Esalq/USP e pesquisador do Cepea (Centro de
Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, Lucilio Alves.
Ele explica que, quando as
restrições de circulação tiveram início, em março, a população começou a consumir
mais o arroz comparado a quando tinha que fazer as refeições na rua.
Além disso, muitos acabaram
adquirindo os produtos em volume até maior do que o necessário, afirma o
professor.
Não é só a alta nas mortes por
Covid-19 no Brasil que tem causado preocupação, mas também o crescimento no
contágio. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 12.051.619 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus,
com 55.177 desses confirmados no último dia. A
média móvel nos últimos 7 dias foi de 75.163 novos diagnósticos por
dia. É a primeira vez na pandemia em que essa média fica acima da marca de
75 mil. Isso representa uma variação de +10% em relação aos casos registrados em
duas semanas, o que indica tendência de
estabilidade nos diagnósticos.
É o que mostra novo
levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia
de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde,
consolidados às 20h desta segunda-feira (22).
O país também registrou 1.570 mortes pela Covid-19 nas últimas 24
horas e totalizou 295.685 óbitos desde o início da
pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no
país nos últimos 7 dias chegou a 2.298, mais um recorde no índice.Em comparação à média de
14 dias atrás, a variação foi de +46%,
indicando tendência de alta nos óbitos
pela doença.
Já são 61 dias seguidos com a
média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, e pelo décimo quinto dia a marca
aparece acima de 1,5 mil. Foram 24 recordes seguidos
nesse índice, registrados de 27 de fevereiro até aqui.
erça (16): 1.976 (recorde)
Quarta (17): 2.031 (recorde)
Quinta (18): 2.096 (recorde)
Sexta (19): 2.178 (recorde)
Sábado (20): 2.234 (recorde)
Domingo (21): 2.255 (recorde)
Segunda (22): 2.298 (recorde)
Vinte e um estados e o
Distrito Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, ES, MG, RJ, SP,
DF, GO, MS, MT, AC, AP, PA, TO, AL, BA, PB, PE, PI, RN e SE.
segunda-feira, 22 de março de 202106:57Nelson DantasComentários
A governadora do Rio Grande do
Norte, Fátima Bezerra (PT), comunicou na noite deste sábado (20) que o
Ministério da Saúde vai enviar 160 cilindros de oxigênio para o estado até a
próxima quarta-feira (24) para auxiliar no abastecimento às unidades municipais
de saúde.
Além disso, a gestora disse
que o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), garantiu a disponibilização de
concentradores de oxigênio para o Rio Grande do Norte e que eles serão enviados
já neste domingo (21). Até a última atualização desta matéria a quantidade não
havia sido informada.
"Diante de mais esse
drama, que é a crise de abastecimento de oxigênio no país inteiro e que também
já está afetando alguns municípios aqui do estado, nós temos buscado todos os
meios para ajudar os municípios. Para dar suporte aos municípios, tenho mantido
contato direto com o Ministério da Saúde", disse a governadora em uma rede
social.
"Fiz contato na
sexta-feira (19) com o governador do Amazonas, Wilson Lima, que foi solidário e
garantiu que os concentradores de oxigênio chegam ao RN já neste domingo",
reforçou. Ela disse ainda que o MS confirmou a chegada desses concentradores,
"bem como de 160 cilindros que chegarão ao RN até esta quarta-feira".
sexta-feira, 19 de março de 202107:45Nelson DantasComentários
A Polícia Federal (PF) prendeu
em Uberlândia (MG), nesta sexta-feira (19), o suspeito do maior
vazamento de dados do Brasil. De acordo com a investigação, o
hacker, conhecido como Vandathegod, é responsável pela divulgação de
informações de 223 milhões de brasileiros.
A operação, batizada de
Deepwater, cumpre os mandados nos municípios de Petrolina (PE) e Uberlândia
(MG). A suspeita é que autoridades públicas estejam entre os alvos dos
criminosos.
Os investigadores
identificaram que, em 2021, dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas
foram disponibilizados em um fórum na internet. A página é especializada em
troca de informações sobre atividades cibernéticas.
Nesse site, eram apresentadas
informações de pessoas físicas e jurídicas, como CPF e CNPJ, nome completo e
endereço.
O Brasil registrou 2.659
mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas e totalizou nesta quinta-feira
(18) 287.795 óbitos. Com isso, a média móvel de mortes no país nos últimos
7 dias chegou a 2.096, novo recorde no índice. Em comparação à média de 14 dias
atrás, a variação foi de +47%, indicando tendência de alta nos óbitos
pela doença.
(Correção: O G1 errou
ao informar que a média móvel de novos casos de Covid ficou em 71.739; o número
correto é 71.904. O dado foi corrigido às 20h15 desta quinta.)
É o que mostra novo
levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia
de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde,
consolidados às 20h desta quinta.
Já são 57 dias seguidos com a
média móvel de mortes acima da marca de 1 mil, e pelo décimo primeiro dia a
marca aparece acima de 1,5 mil. Foram 20 recordes seguidos nesse
índice, registrados de 27 de fevereiro até aqui.
exta-feira (12): 1.761 (recorde)
Sábado (13): 1.824 (recorde)
Domingo (14): 1.832 (recorde)
Segunda (15): 1.855 (recorde)
Terça (16): 1.976 (recorde)
Quarta (17): 2.031 (recorde)
Quinta (18): 2.096 (recorde)
Em casos confirmados, desde o
começo da pandemia 11.787.600 brasileiros já tiveram ou têm o novo
coronavírus, com 87.169 desses confirmados no último dia. A média móvel
nos últimos 7 dias foi de 71.904 novos diagnósticos por dia --também a
maior marca registrada até aqui. Isso representa uma variação de +22% em
relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de
alta também nos diagnósticos.
Vinte estados e o Distrito
Federal estão com alta nas mortes: PR, RS, SC, ES, MG, SP, DF, GO, MS, MT,
AP, PA, RO, TO, AL, CE, PB, PE, PI e SE.
O estado do Rio Grande do
Norte não divulgou novos dados até as 20h desta quinta. Segundo a
Secretaria de Estado da Saúde Pública, o atraso foi devido a inconsistências no
banco de dados.
Vale ressaltar que há estados
em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações
percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e
arredondados para facilitar a apresentação dos dados.
Em meio a uma vacinação lenta contra a Covid-19, diversos países da
Europa começam a enfrentar uma terceira onda de contágios e voltam a adotar
medidas mais restritivas para tentar frear o número de casos e mortes causadas
pelo novo coronavírus.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira (18) que o nível de vacinação do continente ainda é muito baixo para
retardar a transmissão, que as infecções aumentaram nas últimas três
semanas e que mais pessoas estão morrendo da doença do que há um ano.
Foram mais de 1,2 milhão de novas infecções por
coronavírus e mais de 20 mil mortes na semana passada, segundo o diretor
regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, que alertou: "A vacinação por si só, não substitui as medidas de saúde
pública e sociais”.
Nesta reportagem você vai ver:
A Europa está passando
por uma 3ª onda da Covid-19?
Qual é a causa do
crescimento nos números de casos, mortes e hospitalizações?
Qual é o impacto das
novas variantes no atual surto?
As medidas de restrição
não surtiram efeito? O que os países estão fazendo?
E a vacinação contra
Covid? Ela não deveria diminuir o número de casos e mortes?
3ª onda de contágios
O Reino Unido já passou pela terceira onda em janeiro
e, com um lockdown rigoroso e a aceleração da vacinação, conseguiu
derrubar a curva de casos e mortes desde então. Mas o fenômeno começa a
ocorrer em outros países do continente, como Alemanha, França.
e Itália.
"Nós temos sinais claros: a terceira onda na Alemanha já começou", afirmou na
sexta-feira (12) Lothar Wieler, chefe do Instituto Robert Koch para doenças
infecciosas, responsável por divulgar os números de casos confirmados e mortes
por Covid-19 no país.
A Alemanha registrou na quinta-feira (18) o maior aumento de casos em
quase dois meses. Foram 227 mortes e 17.504 novos infectados, a maior alta
desde 22 de janeiro.
As hospitalizações na França estão nos níveis mais altos desde novembro, e os leitos de UTI estão
quase no limite, mesmo com o país sob toque de recolher das 18h
às 6h há dois meses. Restaurantes, bares, cinemas, museus, teatros e
academias estão fechados há quase cinco meses.
A
França entrou,a partir da meia-noite desta
sexta-feira (19), em seu terceiro confinamento em um ano, anunciou o
primeiro-ministro Jean Castex. A medida, desta vez menos restritiva, atinge 16
departamentos do país, incluindo Paris, para tentar conter a terceira onda de
Covid-19.
"Vamos
tomar as decisões que precisam ser tomadas", afirmou o presidente Emmanuel
Macron ao visitar um hospital a leste de Paris. Macron afirmou que as medidas
são "pragmáticas, proporcionais e direcionadas".
Segundo país mais afetado pela
Covid-19 na Europa, a Itália registrou 502 mortes na terça-feira
(16), o
número mais alto desde o final de janeiro, um dia após as restrições
serem intensificadas em todo o país.
Na Europa Central e nos
Bálcãs, o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Klugee, diz que os novos
casos, hospitalizações e mortes estão entre as maiores do mundo.
Qual é a causa da nova onda? E as
variantes?
O Instituto Robert Koch, da Alemanha, diz
que a
terceira onda é impulsionada por uma flexibilização
das restrições que ocorreu nas últimas semanas,
além das variantes do novo coronavírus, que são mais
transmissíveis, e prevê um grande salto no número de casos nas próximas
semanas.
Partes do país
começaram a reabrir no começo do mês, após um longo bloqueio. Estabelecimentos
não essenciais estão funcionando e alguns alunos começaram a retornar às
escolas em turnos. Agora, restaurantes e hotéis esperam poder reabrir na
segunda (22), segundo o jornal "The Guardian". Mas o instituto alemão alerta que o número de casos diários pode atingir entre
30 mil e 40 mil na Páscoa (foram 17 mil na quinta) se as medidas de restrição
forem relaxadas em um momento tão crítico. Em alguns hospitais, segundo o
"Guardian", a
média de idade dos pacientes está 20 anos abaixo da registrada na segunda onda.
Os
especialistas também atribuem o recrudescimento da pandemia às variantes.
"A história se repete", afirmou Massimo Galli, um dos principais
virologistas da Itália, ao jornal "Corriere della Sera"
na segunda-feira (15). "A terceira onda começou e as variantes estão
funcionando".
O ministro da
Saúde italiano, Roberto Speranza, diz que mais
da metade das novas infecções foram causadas pela variante britânica.
"A variante do Reino Unido se espalha de 35 a 40% mais rápido e representa
54% do total de casos".
Speranza afirmou também
que "a variante sul-africana também está presente, principalmente na região
de Bolzano, e a brasileira está [presente] principalmente no centro da
Itália".
Na França, a variante britânica é responsável pela
maioria dos casos. Na Polônia, o ministro da Saúde, Adam Niedzielski,
também afirmou que a cepa identificada no Reino Unido já é responsável pela
maioria dos mais de 25 mil casos registrados na quarta (17).
Um dia antes,
o governo polonês anunciou três semanas de restrições, a partir deste fim de
semana, que inclui o fechamento total de escolas, shoppings centers, academias
e piscinas (os restaurantes já estão fechados).
As medidas de restrição não surtiram
efeito?
Especialistas afirmam que a
vacinação lenta e o relaxamento da população podem ter levado à escalada de
casos, hospitalizações e mortes por Covid.
Josh Michaud,
diretor de política de saúde global da Fundação da família Kaiser em
Washington, disse ao "The Guardian" que "o
rápido relaxamento da Europa nos requisitos de distanciamento em muitos
lugares, combinado com as populações baixando a guarda, enquanto olhavam para a
luz no fim do longo túnel da pandemia, ajudou a preparar o terreno para os
surtos atuais".
Na segunda (15), a diretora do CDC (Centro para Controle e Prevenção de
Doenças) dos Estados Unidos, Rochelle Walensky, citou países
europeus como "exemplo", dizendo que eles "devem ser sinais de
alerta para todos nós".
Em uma
coletiva de imprensa na Casa Branca, Walensky exibiu imagens de jovens em
praias lotadas da Flórida e implorou aos americanos que não baixassem a guarda:
"Cada um
desses países teve seu ponto mais baixo [de infecção] como o que estamos tendo
agora", afirmou a diretora do CDC americano. “Eles simplesmente tiraram os
olhos da bola. Estou implorando pelo bem da saúde de nossa nação".
"Infelizmente
todos nós tivemos a ilusão de que a chegada das vacinas reduziria a necessidade
de fechamentos mais drásticos", afirmou o virologista
Massimo Galli ao "Corriere della Sera". "Mas as vacinas não
chegaram em quantidade suficiente".
No Reino
Unido, um estudo divulgado na quinta (18) aponta que ter atrasado
o lockdown de inverno no país causou 27 mil mortes a mais.
O país, que
passou uma terceira onda de Covid-19 em janeiro, é o mais afetado do continente
(e o quinto do mundo), com mais de 126 mil mortes segundo balanço da
Universidade Johns Hopkins.
"Começar
de forma tímida e atrasada nos lockdowns tem sido um desastre, causando
milhares de mortes evitáveis", afirmou Mike Brewer,
economista-chefe da fundação responsável pelo estudo.
"Além disso, atrasos
nas restrições fizeram com que elas precisassem ser mais rígidas e duradouras
do que em outros países, agravando os danos econômicos", segundo Brewer.
A vacinação não vai parar a 3ª onda?
A União Europeia tem enfrentado uma vacinação lenta em quase todos os
países e uma série de atrasos no recebimento dos imunizantes. Como resposta,
tem ameaçado bloquear a exportação de doses produzidas no continente.
Enquanto
o Reino
Unido já aplicou mais
de 27 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 (o equivalente a quase 40
doses para cada 100 habitantes), a União
Europeia administrou menos
de 12.
Os Estados
Unidos, outro país que tem
visto o número de casos e mortes caírem com o avanço da vacinação, já aplicaram
113 milhões de doses (mais de 33 vacinas administradas a cada 100 habitantes).
Referência mundial na aplicação de vacinas, Israel foi o primeiro país a ver o impacto
de seu programa de vacinação, mas precisou imunizar uma parte
significativa da população e levou várias semanas. O país já aplicou 110 doses
a cada 100 habitantes e segue entre os que vacinam mais pessoas por dia.
Mas Israel teve que vacinar 80% dos maiores de 60 anos até ver um
impacto nos casos de Covid-19, segundo o professor Eran Segal, do
Instituto Weizmann de Ciência, que está analisando dados para o Ministério da
Saúde israelense.
egundo o jornal "The New York Times", a escassez de doses e o
ceticismo dos europeus com vacinas, assim como burocracia e obstáculos
logísticos, diminuíram o ritmo das vacinas no continente.
A OMS disse na quinta-feira (18) que as tendências mostram que as
vacinações no continente não atingiram o nível em que podem efetivamente
retardar a transmissão da doença.
A União
Europeia também tem
comprado briga com fabricantes, principalmente a AstraZeneca, e ameaçado até
proibir a exportação de doses.
A AstraZeneca afirma que mais de 17 milhões de doses da
vacina já foram aplicadas na Europa e 37 casos de trombose foram registrados
entre os vacinados, número muito inferior ao registrado normalmente na
população do continente, em condições normais.