Fortaleza (CE), 7 de novembro de 2019 – O
presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, afirmou, na manhã desta
quinta-feira, 7, em audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília
(DF), que o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) contribui
para o desenvolvimento econômico e social da Região e para a redução das
desigualdades inter e intrarregionais. O BNB administra o Fundo
Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
Segundo o presidente do BNB, os recursos do Fundo
destinam-se prioritariamente a atividades produtivas de pequenos e
miniprodutores rurais e pequenas e microempresas, ressaltando que, com apenas
8% das agências, o Banco do Nordeste é líder em financiamentos na sua área de
atuação, sendo responsável por 69,9% de todos os financiamentos e por 54,8%
dos financiamentos rurais da Região.
Na audiência, que discutiu o papel estratégico dos
bancos de desenvolvimento como operadores dos fundos constitucionais, também
participaram representantes do Banco da Amazônia, que administra o Fundo
Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), e do Banco do Brasil,
responsável pela aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento
do Centro-Oeste (FCO).
Resultados
Até outubro deste ano, o Banco do Nordeste
financiou R$ 21,5 bilhões com recursos do FNE em toda a área de atuação da
instituição, que inclui os nove Estados nordestinos e o norte de Minas Gerais
e do Espírito Santo. Somados às demais fontes, notadamente os recursos
voltados para o microcrédito, os números de aplicações do BNB em 2019 chegam
a R$ 31,6 bilhões investidos em 4,2 milhões de operações. Somente para as
micro e pequenas empresas da Região, o BNB destinou, neste exercício,
aproximadamente R$ 3 bilhões, distribuídos em 36 mil contratações.
O programa de microcrédito urbano do BNB, o
Crediamigo, é um dos três maiores programas de microcrédito do mundo e já
contratou, este ano, R$ 8,3 bilhões. O Crediamigo tem como base a Política
Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), que atende
empreendedores formais e informais, por meio de metodologia própria concebida
pelo Banco do Nordeste, podendo oferecer empréstimos de até R$ 21 mil. O BNB
responde por 65% de todo o microcrédito produtivo orientado do país.
Impactos
Romildo Rolim também apresentou os impactos gerados
pelas aplicações do FNE, na Região e no país. Em 2018, foram investidos R$
32,7 bilhões na economia da Região, o suficiente para gerar ou manter 1,9
milhão de empregos e aumentar a massa salarial em R$ 20,8 bilhões no país. O
estudo é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene),
órgão de pesquisas do BNB.
De acordo com o trabalho, no ano passado, o valor
aplicado com recursos do FNE na área de atuação da instituição gerou
incremento de R$ 12,2 bilhões na arrecadação tributária e de R$ 130,6
bilhões no valor bruto de produção do Brasil. Segundo o estudo, foram R$ 64,3
bilhões no valor direcionado à economia nacional.
O impacto do FNE no crescimento da massa salarial
nos empreendimentos financiados foi 45,2 pontos percentuais superior em
relação aos não financiados, após cinco anos de financiamento. No crescimento
do emprego, o impacto foi de 37,57 pontos percentuais no mesmo período.
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