O presidente da Caixa Econômica
Federal (CEF), Pedro Guimarães, declarou nesta quarta-feira (30) que
pretende vender pelo menos quatro ativos do banco nos próximos 12 meses, dois
deles ainda este ano.
O primeiro deve ser a
participação no negócio de loterias, cuja operação está mais avançada. Os
outros três são as subsidiárias que operam seguros, cartões e gestão de
recursos (asset management).
Durante evento do banco Credit
Suisse, em São Paulo, Guimarães disse que não pretende vender 100% da
participação da Caixa nestes ativos. Ele defendeu que a melhor forma de
realizar a venda é via mercado de capitais, seja por meio de IPOs (abertura de
capital na bolsa) ou follow on (oferta de ações).
Pagamento de dívidas
A Caixa é uma estatal 100%
pública, diferentemente da Petrobras e Banco do Brasil, que negociam ações na
bolsa. A venda de suas subsidiárias possibilitaria levantar recursos para pagar
uma dívida de R$ 40 bilhões do banco com a União.
"Penso em fazer um IPO
menor. Não vou querer fazer uma operação gigante na bolsa e depois colocar o
preço lá embaixo", disse Guimarães.
Segundo o executivo, a
intenção do banco é abrir capital dos ativos não somente na B3, mas também no
exterior. "É muito importante para a governança da Caixa que ela seja
listada na bolsa de Nova York", afirmou o presidente do banco.
Ele também declarou que
pretende recorrer a mecanismos para atrair pessoas físicas nos IPOs, como uma
classe diferenciada para este tipo de investidor. "Temos que atrair o
varejo. E que as pessoas possam dizer que compraram uma ação da Caixa".
Sobre uma possível abertura de
capital da própria Caixa Econômica no futuro, Guimarães afirmou que este
assunto está fora de discussão e não cabe a ele decidir.