terça-feira, 9 de junho de 2026

Transporte intermunicipal pode entrar em greve nesta quinta-feira

Empresas de transporte dizem que aplicação de reajuste pode causar demissões. Foto: arquivo tn

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do RN (Sintro-RN) confirmou, na tarde desta segunda-feira (8), que está mantida a publicação do edital de greve dos trabalhadores do transporte intermunicipal para esta terça-feira (9). Com isso, em cumprimento ao prazo legal, o movimento paredista teria início nas primeiras horas de quinta-feira (11).

À TRIBUNA DO NORTE, o vice-presidente do Sintro, Arnaldo Dias, afirmou que parte das empresas do setor se posicionou informado que atenderá a reinvindicação da categoria, fazendo com que a prestação do serviço não seja afetada nas respectivas áreas de atuação.

As empresas em questão atendem parte das linhas do transporte metropolitano, segundo o vice-presidente do Sintro. “São as empresas Cidade das Dunas, Via Sul, Santa Maria e Guanabara”, disse Arnaldo Dias. “Então, as linhas operadas por essas empresas em Nova Parnamirim, Eucalipto [em Panamirim], em Extremoz, em Ceará-Mirim e em parte de São Gonçalo irão rodar normalmente, devido à garantia do pagamento dos direitos”, complementou.

Nesse cenário, com a previsão de greve, a paralisação atingiria, na região metropolitana de Natal, os municípios de Parnamirim, Macaíba, parte de São Gonçalo, São José de Mipibu e Nísia Floresta, de acordo com o Sintro. Além disso, os demais municípios do estado atendidos pelas linhas rodoviárias seriam afetados pela greve.

Os rodoviários do setor intermunicipal aprovaram o indicativo de greve no último sábado (6). A decisão, segundo a categoria, foi motivada diante do não pagamento do reajuste do vale-alimentação, acordado na negociação para o biênio 2025/2026, além da recusa do sindicato patronal em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho negociada com os trabalhadores.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, afirmou que o pagamento do reajuste do vale alimentação, que passou de R$ 500 para R$ 550 a partir de maio, já está sendo cumprido pelas empresas. Embora algumas ainda não tenham pago o benefício, a expectativa é que cumpram o acordado até esta terça, segundo ele.

Ele esclareceu, ainda, que a assinatura do acordo coletivo não foi efetuada em razão da “insuficiência de recursos para honrar com o que se tinha acertado”. Segundo o presidente da Fetronor, caso fosse necessário realizar o reajuste dos rodoviários sem apoio financeiro do poder público, as empresas teriam que efetuar demissões para controlar a folha de pessoal.

Demissões

Empresas do transporte rodoviário intermunicipal do Rio Grande do Norte não descartam a possibilidade de realizar demissões diante da necessidade de realizar novos reajustes salariais sem que exista um apoio financeiro do poder público. De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, o setor tem operado no vermelho e precisa manter o controle da folha de pessoal.

A declaração do presidente da Fetronor acontece em meio ao indicativo de greve do Sindicato dos Rodoviários do Estado (Sintro/RN). A categoria reivindica o pagamento do reajuste do vale-alimentação da negociação 2025/2026 e a assinatura da convenção coletiva que prevê aumento salarial dos trabalhadores, já negociada com o sindicato.

De acordo com o Eudo Laranjeiras, o pagamento do reajuste do vale alimentação, que passou de R$ 500 para R$ 550 a partir de maio, já está sendo cumprido pelas empresas. Embora algumas ainda não tenham pago o benefício, a expectativa é que cumpram o acordado até esta terça-feira (9).

No fim da manhã dessa segunda-feira (8), uma reunião entre a Fetronor e as empresas de ônibus intermunicipal foi realizada com o objetivo de discutir os impactos do reajuste salarial. O presidente da Federação esclarece que a categoria vai tentar marcar uma reunião com os rodoviários para chegar a um consenso e evitar a deflagração da greve.

Eudo Laranjeiras esclarece, ainda, que a assinatura do acordo coletivo não foi efetuada em razão da “insuficiência de recursos para honrar com o que se tinha acertado”. Segundo ele, caso fosse necessário realizar o reajuste dos rodoviários sem apoio do poder público, as empresas teriam que efetuar demissões para controlar a folha de pessoal.

Um dos apoios reivindicados pela Fetronor é a efetivação da Medida Provisória 1363/2026. A norma foi publicada pelo Governo Federal no último dia 30 de maio e autoriza a concessão de subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no País, no valor de R$ 1,12 por litro, com o objetivo de estabilizar o preço e a oferta do combustível diante dos conflitos no Oriente Médio.

Embora a norma tenha entrado em vigor no último dia 1º, com validade prevista até 31 de dezembro deste ano, o presidente da Fetronor observa que as distribuidoras brasileiras ainda não aderiram ao programa. Por conta disso, o segmento não está sentindo os impactos positivos da medida.

Eudo Laranjeiras aponta, ainda, que o Governo do Rio Grande do Norte não efetivou um acordo que prevê compensação financeira mensal para as empresas arcarem com os reajustes dos trabalhadores. Segundo ele, o subsídio foi negociado dentro das discussões para solucionar a paralisação dos rodoviários, realizada no início de abril deste ano. “O Governo do RN não honrou com o acordado, as empresas estão em uma situação de solvência e rodando no vermelho”, enfatiza.

Tribuna do Norte

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