terça-feira, 9 de junho de 2026

RN assina contrato para estruturação de PPP do Porto-Indústria Verde

Acordo foi assinado na sede da Governadoria, nesta segunda (08). Foto: leia ventura

O Rio Grande do Norte deu mais um passo para se consolidar como o principal polo de transição energética do país. Em solenidade nesta segunda-feira (8), o Governo do RN e o BNDES assinaram um contrato para a estruturação do primeiro módulo do Porto-Indústria Verde do RN. O acordo garante o pontapé inicial para que o banco finalize a contratação das consultorias que vão desenhar o projeto final e o edital da futura Parceria Público-Privada (PPP).

Sediado em Caiçara do Norte, o empreendimento é desenhado para ser o coração da exportação de hidrogênio verde, e-metanol e combustível sustentável de aviação (SAF) no Brasil. A estimativa do cronograma é que o projeto comece a ganhar vida a partir do próximo mês, com o início oficial dos estudos técnicos que englobam o diagnóstico das condições, a prospecção ativa de mercado e a análise de competitividade logística.

A expectativa é que o projeto final seja divulgado ao público em até oito meses, por volta de março de 2027, preparando o terreno para a seleção do parceiro investidor privado, prevista para ocorrer até dezembro do mesmo ano.

De acordo com a governadora Fátima Bezerra, há 436 empreendimentos no segmento de energia no Estado, que englobam os setores de energia eólica, solar, híbrida e a elétrica, sendo que o maior número desses empreendimentos está concentrado na energia eólica. A gestora destaca que dos 957 parques eólicos existentes no Brasil, 316 estão instalados no RN. Com isso, reforça o impacto do Porto-Indústria Verde.

“É um projeto que compreende que o mundo está mudando, que a economia energética já está em curso e que o Nordeste não pode, de maneira nenhuma, assistir a essas transformações. O Rio Grande do Norte tem todas as condições de ser o protagonista desse novo desafio que o mundo vive”, destacou a governadora.

Conforme Nelson Barbosa, diretor de Planejamento e Estruturação de Projetos do BNDES, o próximo passo é contratar os consultores para preparar o projeto, que começou a partir de um estudo da UFRN, e detalhar as fases do empreendimento.

“É um projeto que vai gerar muita renda e empregos sustentáveis, principalmente em novas tecnologias limpas. Esse porto pode ser e tende a ser o principal centro de operações das usinas offshore. Ele vai ser o que Macaé é para a indústria de petróleo no Rio; vai ser a indústria de offshores aqui no Nordeste. Ele vai testar as turbinas e vai servir como ponto de abastecimento das embarcações que vão fazer a manutenção das eólicas offshores”, ressaltou o diretor.

O planejamento financeiro e estrutural foi desenhado em três grandes fases para absorver os mais de R$ 6 bilhões previstos no orçamento total do complexo. A primeira etapa exigirá um aporte inicial de R$ 3,1 bilhões focados na infraestrutura-base, englobando obras marítimas, dragagens, cais e pátios logísticos voltados para a mineração e para o suporte da energia eólica offshore. Em seguida, a segunda fase injetará R$ 2,1 bilhões na expansão industrial verde, com foco em berços especializados, tanques e utilidades para hidrogênio verde e amônia, culminando na terceira fase de consolidação e diversificação.

Segundo Lahyre Rosado, secretário da Sedec-RN, já foram feitos estudos por parte da UFRN e do governo com relação à viabilidade técnica e econômica do projeto. “A partir de agora, o BNDES vai assinar o projeto e, com ele pronto, vamos buscar o investimento. São cerca de 10 anos até a efetivação desse projeto, e a expectativa é de geração de 50 mil empregos. Isso vai mudar a realidade do Mato

Tribuna do Norte

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